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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

5 principais arrependimentos de pessoas prestes a morrer


 Fonte: BBC Brasil

"Bronnie Ware, que é especialista em cuidados paliativos e doentes terminais, afirma que reuniu em seu livro "confissões honestas e francas de pessoas em seus leitos de morte", confissões que, segundo ela, mudaram sua vida.
"Encontrei uma lista grande de arrependimentos, mas, no livro, me concentrei nos cinco mais comuns", disse a autora à BBC.
"O principal arrependimento de muitas pessoas é o de não ter tido coragem de fazer o que realmente queriam e não o que outros esperavam que fizessem", acrescentou.
"Outro arrependimento comum é de não terem trabalhado um pouco menos, o que fez com que perdessem muitas coisas em suas vidas", disse Ware.
O livro de Ware, intitulado The Top Five Regrets of the Dying - A Life Transformed by the Dearly Departing ("Os Cinco Maiores Arrependimentos à Beira da Morte", em tradução livre) relata as experiências da autora durante anos de trabalho em cuidados de doentes terminais.
Os pacientes de Ware, geralmente, eram pessoas que já não tinham chances de recuperação e podiam morrer a qualquer momento.
A enfermeira afirma que isto permitiu que ela compartilhasse com estes pacientes "momentos incrivelmente especiais porque passei com eles as últimas três a doze semanas de suas vidas".

A inspiração

Ware conta que a ideia para o livro surgiu depois que um artigo que publicou em seu blog transformou-se em um texto viral, espalhando-se pela web.

"As pessoas amadurecem muito quando precisam enfrentar a própria mortalidade", afirmou.
"Cada pessoa experimenta uma série de emoções, como é esperado, que inclui negação, medo, arrependimento, mais negação e, em algum momento, aceitação."

A enfermeira garante que cada um dos pacientes que tratou "encontrou sua paz antes de partir".
Ware disse à BBC que, durante os anos em que trabalhou com estes pacientes, percebeu também que muitos se arrependiam de não terem tido "coragem para expressar seus sentimentos".
"E isso se aplica tanto aos sentimentos positivos quanto aos negativos."

 "Muitos diziam: 'queria ter tido coragem de falar que não gostava de uma coisa', ou então que queriam ter tido coragem de falar às pessoas o que realmente sentiam por elas", afirmou.

Amigos

Bronnie Ware também destacou outro arrependimento que notou entre seus pacientes: o de ter perdido o contato com os amigos.

Bronnie Ware (Imagem: Amanda Jameson/Site de Bronnie Ware)

Ideia para o livro surgiu a partir de blog que Bronnie Ware mantinha
A enfermeira afirmou que os amigos são importantes no fim da vida, uma vez que os parentes que acompanham um doente terminal também enfrentam muita dor.
Uma pessoa no leito de morte, segundo Ware, sente falta dos amigos, mas, muitas vezes, a perda de contato ao longo dos anos impede um reencontro.
A enfermeira também chama a atenção para o fato de que as pessoas se arrependem do que não fizeram. Na maioria dos casos observados por ela, as pessoas não pareciam se arrepender de algo que tinham feito.
A autora afirma que espera que seu livro "ajude as pessoas a agir hoje e a não deixar as coisas para amanhã e se arrepender depois".
   


Cinco grandes arrependimentos

1. Queria ter tido a coragem de fazer o que realmente queria, e não o que esperavam que eu fizesse
2.Queria não ter trabalhado tanto
3.Queria ter tido coragem de falar o que realmente sentia
4.Queria ter retomado o contato com os amigos
5.Queria ter sido mais feliz"

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A Doença como um caminho de aprendizagem da alma


Eu já escrevi aqui vários temas sobre esse assunto. 
Minha mãe sofreu de uma doença rara e paralizante por quase uma década. Aprendi muito sobre energização e chacras para tentar ajudá-la mas eu somente conseguia energizá-la um pouco, nunca consegui diminuir ou extinguir a doença. 

Muito tempo depois, percebi que havia uma causa para tudo aquilo e avisei a ela, que era um mecanismo de aprendizado. Ela deveria aprender algo muito importante com aquilo, era a chave mestra para tudo, e até quem sabe, a cura afinal.
Mas turrona e mesquinha, infelizmente ela escolheu outro caminho. Hoje sei que no plano espiritual esta está em uma fase de reavaliação de seus atos de sua última vida e os mecanismos que desencadearam tudo isso.

Já comentei aqui também a luta impressionante do nosso ex- vice Presidente, José Alencar. Com uma força incrível, maturidade e confiança, Alencar faleceu mas deixou um exemplo imenso, uma força uma inspiração de vida, que com certeza marcou a todos nós.

Infelizmente, muitas pessoas acham que as doenças simplesmente se instalam para fazer-nos sofrer, porque Deus quis, ou por ressentimentos guardados etc. 
Com o avanço da medicina humana e os exames de diagnóstico precoce, é cada vez mais cedo e mais comum uma pessoa hoje ter o diagnóstico de câncer. 
Todos os dias recebemos notícias pelas mídias de informação de pessoas de vida pública enfrentando este mal. 
Muitos vencem, muitos não.



Depois de muito observar e atuar na área médica, entendo que a doença é um caminho. Pode unir ou desunir pessoas, pode elevar ou destruir famílias. Depende de tanta coisa. O importante, eu acho, é que tem que enfrentar a situação de frente, de peito aberto e se permitir a ajuda da família e de pessoas próximas. 

A morte é tão certa quanto os impostos que pagamos, ninguém quer morrer, mas em vez de pensar nisso, por que não viver melhor? Porque não aproveitar mais a vida? Porque não ser mais generoso com o seu próximo?

Fiquei impressionada com este depoimento do Reynaldo Gianecchini. 
Ele enfrente um câncer de linfoma e rapidamente "pegou o espírito da coisa". Quem me dera se todo mundo que tem uma doença rara ou debilitante, encara-se de forma tão madura o problema. 

Parabéns, Giane, vc está no caminho certo!! Parabéns por nos dar este belíssimo exemplo!!!
Veja aqui o depoimento de Giane, é imperdível!!!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Lúcia, a Loba

Certo dia em suas andanças pelo Mundo Espiritual, o Xamã em forma de Lobo Branco encontrou certa vez uma Loba especial:

-Qual o seu nome, perguntou ele.
-Lúcia, respondeu ela. Já fui gente certa vez, mas sofri muito. Não gosto e não quero mais reencarnar. Prefiro usar esta forma. Gosto de ser loba, completou ela.
- Eu também não gosto de encarnar , concordou o Xamã. Mas estou encarnado e venho ao Mundo Espiritual para resolver umas coisas. Gosto da forma de lobo, mas uso outras formas tb, completou ele.
Assim, o diálogo foi se tornando uma amizade que depois virou um romance. O Xamã passou a namorar a bela Loba Lúcia, que não gostava de encarnar e nem de ser gente, somente Lobo.
O Xamã não se importava, porque usava a forma de lobo para viajar e seguir trilhas com seus irmãos espirituais da sua antiga tribo.
Certo dia, o Lobo Branco levou a Loba Lúcia para conhecer sua antiga tribo, onde seus antepassados repousam.
Todos a receberam muito bem, com excessão de um dos integrantes da Tribo : Lobo Cinzento.
- Ela não é do nosso povo e nem gosto da liderança dele. Ele é encarnado e quando precisamos dele , nem sempre ele pode nos liderar, reclamou.
Alguns outros membros concordaram com Lobo Cinzento, mas ninguém se atreveu a reclamar.
Certa vez,o Lobo Cinzento reclamou novamente da liderança do Xamã, o Lobo Branco ao cacique da tribo.
O cacique disse a ele que o Lobo Branco por estar encarnado tinha qualidades interessantes em um líder. Mas o Lobo Cinzento não concordava.
E de tanto reclamar e questionar, acabou batendo de frente com o Lobo Branco e enfim, saíram em disputa pela liderança:
Lutaram, se atracaram por um bom tempo, e o Lobo Branco somente parou quando o Lobo Cinzento finalmente desistiu.


Assim que o Lobo Branco demonstrou sua força, sua tribo se uniu novamente e pararam os questionamentos.
Lobo Branco uivou para a Lua, demonstrando seu poder, sua liderança e seu território.
Agora ninguém mais contestava a liderança do Xamã. Ninguém mais se incomodava que Lúcia participasse das caçadas da alcatéia. Os demais integrantes da tribo, concordaram com a disputa e a vitória do Lobo Branco.
-Isso não era necessário, disse o velho líder,mas parece que somente assim ele vai
entender.
-Como assim, perguntou o Xamã, o Lobo Branco ao Cacique da Tribo.
- Lobo cinzento está desencarnado à tempo demais.
Ele já não sabe mais como é difícil viver na Terra e enfrentar as dificuldades que aparecem no dia a dia. Na luta, vc se manteve firme até o final. Ele não agüentou. E é isso que um líder precisa para guiar o seu povo: força, resistência, humildade e perseverança.
Talvez agora o Lobo Cinzento entenda porque a sua liderança é tão necessária, completou o velho Cacique.


Certa vez , o Xamã incomodado com a longa ausência de Pratinha, a gata falante, convocou sua tribo em forma de Lobos, viajaram por um portal xamânico e ao chegar na minha casa, informou a seus irmãos e a Loba Lúcia o que eles estavam fazendo lá:
-Quero que vcs me ajudem a procurar minha gata, explicou. Ela é cinza, com o peito branco e fala bastante.
Os Lobos e Lúcia não se contiveram. Caíram na gargalhada geral. Tinha Lobo que rolava no chão de tanto rir, para a ira total do líder Xamã, o Lobo Branco.
-Espera aí, disse o Lobo Vermelho. Vc nos trouxe aqui para procurar um gato que fala? Isso é algum tipo de brincadeira???
Com notável irritação, o Lobo Branco explicou que Pratinha era a sua gata encarnada, e que tinha saído de casa para passear porque estava entediada.
Mas estava demorando demais para voltar para casa e então ficara preocupado:
-Peço a vcs, irmãos, que me ajudem. Ela é muito importante para mim, completou.
Lúcia então, começou a ficar com ciúmes da dita gata faladeira.


Assim, saíram na trilha de Pratinha, a gata que fala. Depois de percorrer alguns kilômetros, acharam uma pequena mata no Cerrado onde Pratinha havia achado uma pequena gruta na mata e estava se divertindo. Ao ver a movimentação dos Lobos, ficou irritada:
-Quem são vcs, e o que estão fazendo na minha casa?? Perguntou muito brava.
O Lobo Branco se adiantou: -Pratinha sou eu. Pedia a ajuda deles porque eu não conseguia te encontrar e estava muito preocupado com vc. Porquê não volta para casa?
-Não quero esses cachorros aqui! Reclamou ela.
O Lobo Branco então pediu aos seus irmãos que esperassem por ele fora do território que Pratinha havia recentemente marcado.

Mas Lúcia, curiosa e enciumada não arredou o pé do lado do Xamã.
-E não façam xixi por aí, completou a Pratinha, enquanto os Lobos saíam de seu território indignados pela missão, pelo gato e pela humilhação.
-Calma Pratinha, eles estão me ajudando, eu pedi a ajuda deles para te encontrar, explicou o Xamã.
-Mas eu não quero eles fazendo xixi por aí, esse território é meu! Reclamou Pratinha.
-Eu estou com saudades de vc, explicou o Lobo Branco. Volte para casa, completou.
Mas vc já está me vendo, replicou Pratinha. E lá estava muito chato. Minha mãe sai cedo e chega muito tarde. E aqui é muito legal, eu achei este lugar e agora este local é meu! Disse Pratinha exultante.
-Mas eu fico preocupado com vc, reclamou o Lobo Branco.
-Mas vc já esta me vendo, retrucou Pratinha.
Vendo que o diálogo não evoluía, o Lobo Branco pediu:
-Volta para casa, eu quero ver vc lá, fico com medo de vc aqui sozinha.
-Aqui é muito legal, explicou a Pratinha. Tem um monte de lagartos e passarinhos para caçar! Eu estou me divertindo muito. Não vou voltar agora, determinou ela. Nisso, Lúcia se intromete na conversa.
-O que ela é sua, perguntou ao Lobo Branco.
-Ela é minha gata! Respondeu o Xamã.
-Ele é meu! Disse prontamente Pratinha, que determina sua posse nos mais plenos domínios possíveis. Mas ao escutar isso, a Loba não gostou nada:
-Ele é meu namorado, explicou a Loba Lúcia à gata Pratinha.
-Se ele é seu, então , vc também é minha, respondeu prontamente a Pratinha.
Mas a Loba Lúcia não havia gostado em nada do que havia escutado e partiu para cima da gata insolente.

O Lobo Branco rapidamente ficou entre Lúcia e Pratinha para defendê-la ,mas acabou levando uma dentada acidental de Lúcia.
-Já chega!!Bradou o Lobo Branco. –Lúcia, por favor, não complique mais as coisas para mim, me espere com o resto da alcatéia lá fora.
Lúcia, indignada, resmungando, se retirou:
-Era só o que me faltava, me trocou por uma gata falante, reclamava enquanto saía.
-E não faça xixi no meu território! Gritou Pratinha para a loba que saia furiosa.
-Pratinha, por favor, não complique mais as coisas, suplicou o Xamã.
-Eu não quero esses cachorros fazendo xixi por aí, este lugar é meu, eu que achei primeiro!!!
-Tudo bem Pratinha, mas me prometa que vai voltar para casa, eu estou com saudades de vc!
-Ta bem, respondeu resignada. Mas não agora. Primeiro eu vou brincar bastante aqui e depois eu volto para a casa da minha mãe.
Vendo que Pratinha estava bem e feliz, e que não adiantava pedir para que ela voltasse, o Lobo Branco pediu para que ela se cuidasse, que a amava muito e sentia sua falta e partiu para encontrar com sua Loba e sua alcatéia.