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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

À procura da Felicidade


O que é a Felicidade? 

Vejo muita gente buscando a "Felicidade" como se busca um pote de ouro no fim do arco íris. Vejo pessoas estabelecendo "metas" para serem felizes. Vejo gente acusando outras pessoas pela responsabilidade de que elas não são felizes em virtude da ação de terceiros. 

Você é feliz? Eu sou feliz? Dinheiro traz felicidade??

São perguntas rotineiras e acaba se tornando um grande conflito pessoal de muita gente.
Conheço homens e mulheres extremamente materialistas, buscam parceiros endinheirados, estatus, luxo. Mas quando finalmente conseguem, ficam frustrados. Falta algo.

Conheço pessoas pobres, com dificuldades no dia a dia por falta de grana, mas em geral estão bem e "relativamente felizes", enfrentando os problemas a medida que surgem.

Pontos de vista tão diferentes.. Outro dia participei da dinâmica de grupo do meu trabalho e tinhamos que escrever em um cartaz "um sonho". 
Eu, escrevi ganhar na mega-sena. Tenho vontade de viajar, fazer cursos, ganhar o mundo e seria muito mais fácil com um dinheirinho  extra. Eu penso assim, seriam meus planos. Quando mostramos finalmente nossos cartazes para nossos colegas, uma colega me alfinetou diretamente, como se eu fosse uma criatura materialista e fútil:

-"Meu sonho é ser feliz"... Alfinetou ela se achando a "políticamente correta", desprezando meu sonho de ganhar um dinheirinho para viajar e conhecer o mundo.

-"Feliz eu já sou querida, respondi com um largo sorriso. Eu só quero viajar para conhecer outros países, Austrália, Escócia, Canadá, etc."  Claro que a resposta dela, emudecida, foi uma cara de frustração. 

É normal isso. Muita gente não fica feliz com a felicidade alheia. Como você é feliz com esse carro velho? Como você é feliz morando aqui? Como você é feliz se vc não tem uma jóia ou sapato caro?

Acho que quem é espírito velho como eu, percebe que a felicidade esta nos bons momentos. Estou feliz de escrever este texto que ajudará algumas pessoas a se entenderem melhor. Estou feliz em casa porque acabei de jantar  e estou descansando de um dia duro, mas produtivo. Estou feliz porque amanhã tenho planos e um dia cheio. 

Mas tem muita gente que insite em ver o copo meio vazio, ao invés de vê-lo meio cheio. 
Tudo é questão de ponto de vista. 

O problema é que ver tudo de forma pessimista, a energia baixa e ruim que você emite, você recebe de volta. E mais forte ainda, ficando um ciclo pior que antes. Insistir em enxergar tudo de forma  pessimista, também pode atrair espíritos baixos que se identificam com essa vibração, deixando tudo mais deprê possível. Aconselho a tomar cuidado com as vibrações negativas, porque quem sai mais prejudicado, é você mesmo.


Pelo Direito de ficar Triste

Ninguém são é 100% alegre e feliz o dia todo, todos os dias. Estamos nesta vida, neste planeta para evoluir e problemas não faltam, sejam pequenos, grandes ou de tudo quanto é tipo. 
Eu pessoalmente, tenho o estopim bem curto e me irrito com frequência. Pode ser uma bobagem, mas sou assim. Tenho que me policiar e respirar fundo até que meu acesso de fúria passe. Confesso que sou uma pessoa que não posso andar "armada" senão eu acho que já teria matado vários, com meus acessos de fúria.

Raiva, ódio, preocupação, tristeza, prazer, alegria. Temos sentimentos que temperam nossas emoções todos os dias. 
A raiva, o ódio, a mágoa e o ressentimento são sentimentos bem primitivos e realmente devemos ter cautela com eles. A tristeza eu acho necessária. Afinal, às vezes acontece algo chato com a gente, alguém morre, alguém adoece, algo que a gente espera não acontece e aí, vamos pular de alegria? 

Acho que a coisa mais hipócrita que inventaram é que ninguém pode se dar o direito de ficar triste, que já vem um pseudo-psiquiatra de plantão para te diagnosticar com depressão. 
E claro, tome-lhe remédios.

Quando eu perdi meu pai, foi um momento difícil em minha vida, eu estava na faculdade, minha mãe muito doenta na minha cidade natal e eu estudando fora. 
Nunca deixei de fazer minhas coisas, mas fiquei bem anti-social, não queria sair, nem conversar. Minhas colegas de república acharam um absurdo meu comportamento. Na época eu não percebi que estava reclusa. Por causa disso desmancharam a república e cada uma foi para um lado. 
Hoje eu me recordo e não entendo por que as pessoas não aceitam que a gente fique triste? 
Eu tenho direito de ficar triste, de ter luto sim. Não deixei de estudar, não deixei de comer ou pagar conta. Só fiquei mais instrospectiva e ainda assim fui crucificada. 

Sei que existem pessoas que se afundam na tristeza. De novo  recomendo cuidado. Alimentar demais a tristeza vai atrair mais tristeza, e espíritos que vão contribuir para que você fique mais triste ainda. 
"Curta" a sua tristeza com cuidado, encare o fato que te deixou triste como um aprendizado e faça novos planos para superar o problema. 
E pronto, bola para frente!

A Felicidade ao alcance de todos

Eu sou feliz com pouco. Adoro cozinhar, adoro comer, adoro me exercitar. Amo estar com meus animais, de sentir o cheiro de chuva. Adoro sair a noite e ver vagalumes dançando como fadas em meu quintal. Estou satisfeita? 

-É claro que não!!!! É da natureza do ser humano, sempre procurar, sempre evoluir e enfrentar novos desafios, fomos feitos para isso!!!

Mas seja feliz agora, e sempre. Faça coisas que te deixem bem, cuide de seu corpo, coma a sua comida favorita, tenha bons momentos com os amigos, saia para aquele lugar que você gosta, veja seu filme favorito, curta a preguiça no Domingo e olha, não custa nada.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A Doença como um caminho de aprendizagem da alma


Eu já escrevi aqui vários temas sobre esse assunto. 
Minha mãe sofreu de uma doença rara e paralizante por quase uma década. Aprendi muito sobre energização e chacras para tentar ajudá-la mas eu somente conseguia energizá-la um pouco, nunca consegui diminuir ou extinguir a doença. 

Muito tempo depois, percebi que havia uma causa para tudo aquilo e avisei a ela, que era um mecanismo de aprendizado. Ela deveria aprender algo muito importante com aquilo, era a chave mestra para tudo, e até quem sabe, a cura afinal.
Mas turrona e mesquinha, infelizmente ela escolheu outro caminho. Hoje sei que no plano espiritual esta está em uma fase de reavaliação de seus atos de sua última vida e os mecanismos que desencadearam tudo isso.

Já comentei aqui também a luta impressionante do nosso ex- vice Presidente, José Alencar. Com uma força incrível, maturidade e confiança, Alencar faleceu mas deixou um exemplo imenso, uma força uma inspiração de vida, que com certeza marcou a todos nós.

Infelizmente, muitas pessoas acham que as doenças simplesmente se instalam para fazer-nos sofrer, porque Deus quis, ou por ressentimentos guardados etc. 
Com o avanço da medicina humana e os exames de diagnóstico precoce, é cada vez mais cedo e mais comum uma pessoa hoje ter o diagnóstico de câncer. 
Todos os dias recebemos notícias pelas mídias de informação de pessoas de vida pública enfrentando este mal. 
Muitos vencem, muitos não.



Depois de muito observar e atuar na área médica, entendo que a doença é um caminho. Pode unir ou desunir pessoas, pode elevar ou destruir famílias. Depende de tanta coisa. O importante, eu acho, é que tem que enfrentar a situação de frente, de peito aberto e se permitir a ajuda da família e de pessoas próximas. 

A morte é tão certa quanto os impostos que pagamos, ninguém quer morrer, mas em vez de pensar nisso, por que não viver melhor? Porque não aproveitar mais a vida? Porque não ser mais generoso com o seu próximo?

Fiquei impressionada com este depoimento do Reynaldo Gianecchini. 
Ele enfrente um câncer de linfoma e rapidamente "pegou o espírito da coisa". Quem me dera se todo mundo que tem uma doença rara ou debilitante, encara-se de forma tão madura o problema. 

Parabéns, Giane, vc está no caminho certo!! Parabéns por nos dar este belíssimo exemplo!!!
Veja aqui o depoimento de Giane, é imperdível!!!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Entre a Espiritualidade e o Dinheiro

Quando escrevi o texto “Médium de Passagem”, disse que dificilmente um médium seria rico, mas também escrevi que quando damos passagem alcançamos uma relativa estabilidade financeira e emocional (ainda assim sempre ocorre um “aperto” aqui e ali nas contas e sempre teremos algum tipo de stress com problemas pessoais e familiares, não vamos dourar a pílula).

Ainda assim há quem ganhe dinheiro tendo como ramo de atividade o outro lado da vida.

Chamados muitas vezes de charlatães, aproveitadores, etc, é correto ter como meio de vida a lida com o espiritual? 

Não falo somente das cartomantes e adivinhos, incluo aqui desde os “médiuns” do “Dr. Fritz” até os “Padres Marcelos” da vida.

Sempre acreditei que cada caso é um caso, mesmo em qualquer ramo profissional existem os bons e maus elementos, os profissionais dedicados e os encostados. 

A idéia no meu texto não é fazer uma caça às bruxas, mas uma análise mais fria que muitas vezes falta as duas partes: 
- Os críticos e os defensores. 

Como médium que bate papo com espíritos todos os dias e como amante dos pensadores ocidentais, tento tomar o distanciamento necessário para escrever sobre o tema. 



Pessoalmente não gosto desse tipo de ramo como modo de vida, o que é difícil por um
lado, já que um dos meus guias é um cigano, e uma das minhas críticas aqui será em relação a cartomantes.

Pois bem, acho sempre válido qualquer forma de conhecimento em relação a si mesmo, falo das pessoas que procuram a leitura da sorte, da mão, búzios etc, atrás de
orientação para fatos de sua vida ou esteja atrás de uma cura após serem desenganado pelos médicos.

O problema é quando usam seus “talentos” para angariar fãs, enganar pessoas (que não raramente QUEREM ser enganadas) fazer publicidade e assim acabarem ricos. 

Que um cartomante cobre por uma consulta vá lá, ele separou um momento de sua vida para atendê-lo, agora reservar horários na TV com um “Tele-Tarô”, anunciar nas mídias (jornal, lista telefônica etc), ter “assessor de imprensa” para falar com ele, morar numa bela casa com funcionários, tudo pago com leitura da sorte anunciada em todas as mídias possíveis?

Não digo que todos são charlatães, mas aonde fica a famosa caridade, humildade e trabalho?

Alguém aí se lembra de Chico Xavier desfilando em carrões, morando numa mansão e
anunciando na TV rádio, etc, seu novo livro? 

Ou quem sabe uma “tele-carta”? “ Deposite valor x na nossa conta agora e receba em casa uma mensagem do seu ente querido com o autógrafo do grande Chico! E não é só isso! Receba também um cupom promocional para compra de
qualquer um de seus livros!”

Não consigo imaginar isso! Chico Xavier sempre morou numa casa simples, sempre distribuiu alimentos, roupas, fraldas, etc, no seu centro, sempre rejeitou a autoria de suas obras, e sempre destinou o dinheiro delas à caridade. O desapego material eleva o espírito.

Difícil confiar num conselho vindo de um serviço semelhante a tele-marketing. 
De repente sim, quem está do outro lado da linha (sendo remunerado óbvio) até saiba o que está falando, mas no modo como é feito acaba por vulgarizar algo que deveria ser especial, mas virou simplesmente um comércio.

Médiuns e Pseudo-Médiuns

Gosto de separá-los assim, pois existem as pessoas de fato dispostas a trabalhar em prol da caridade e aquelas que deturpam esse ideal atrás de dinheiro, vendendo uma “cura espiritual”.

Allan Kardec fala disso em vários textos, como no capítulo XIV do livro "A Gênese", por exemplo, se refere à ação dos fluidos sobre a matéria, e ao pensamento lógico de que esse conhecimento espírita deveria ser aplicado para ajudar o corpo físico dos seres humanos – ou seja, na cura de doenças- mas acaba sendo deturpado.

O problema todo começa quando vêem na oportunidade do tratamento uma fonte de renda, e nada mais além disso. 

Lembram-se de Rubens Farias Jr.? O “médium” do Rio de Janeiro que cobrava estacionamento, aluguel de cadeira, além de 20 reais por uma consulta com o “Dr Fritz”? 

Sim, o mesmo Dr. Fritz do Zé Arigó, dentre tantos outros, uma rápida pesquisa no Google achamos mas 2 ou 3 que sempre cobram módicas quantias pelo atendimento.

Aqui um pouco sobre eles.

Evangélicos e Oportunistas

Também faço uma separação aqui, pois há muitos evangélios de bem, enquanto muitos oportunistas ganham dinheiro em nome de Deus. 

Pode não haver passes espirituais ou incorporação etc, mas também há vários casos de pastores que proclamam cura dos fiéis elevando o seu nome e de sua igreja, fazendo assim ganharem mais dinheiro com os dízimos.

Recomendo por exemplo a ótima reportagem do Conexão Repórter ”A Criança e a Fé”:
 
Vê o homem que recebe a benção da menina?
Morreu um dia depois de receber a "benção" e estar curado


Por mais críticos que sejam em relação a umbandistas espíritas etc, os pseudo-evangélicos usam a mesma receita: 

Doações “em nome de Deus”, milagres (também em nome de Deus) e doações para continuarem com a obra de Deus (vai ser difamado assim lá longe).

Também em todos os casos, muitas vezes pedem que os doentes parem de tomar seus remédios, afinal, estão “curados”. 
Veja mais clicando aqui.
 

Cartomantes, astrólogos etc

São na minha opinião os mais sutis. Não precisam dar passe, não precisam fazer pregação, apenas leitura da sorte, mapa astral e ocasionalmente ter uma “visão”.

Mais uma vez lembro: existem pessoas sérias e os oportunistas.

Os cartomantes sempre dizem que deve se cobrar pela consulta, sim perfeito, agora imagine um número de telefone com cartomantes atendendo o tempo todo.

Alguém lembra do Walter Mercado (ligue djá)?
 

Bom, o mesmo mudou o nome para Shanti Ananda, por causa de uma revelação em sonho segundo ele mesmo, mas seus negócios continuam a todo vapor.

Claro que qualquer um dessas vertentes que ler meu texto pode se sentir ofendida, mas ninguém pode dizer que sua prática não possui maus elementos.

Os pastores da universal simplesmente arrebatam milhões por mês para os cofres da Record, mas eu vi projetos sociais muitos bonitos em um devastado nordeste, ao mesmo tempo em que vejo picaretas dizendo ser “Dr. Fritz” (este que nunca teve provas de sua identidade terrena), vejo muitos espíritas trabalhando em centros por pura caridade.

O mesmo Walter Mercado que critiquei acima, é o mesmo que doa constantemente somas generosas em dinheiro para instituições de caridade.

Então, você que lê isto deve se perguntar o que quero dizer com tudo que escrevi, em ummomento critico, noutro elogio.

Infelizmente a fé também se trata de um negócio, muitas vezes lucrativo, talvez no início alguns destes aproveitadores tinham como meta a pura fé e caridade, mas deixaram se levar pela ganância, abandonando e deturpando tudo aquilo que estavam construindo em prol de um bem maior.

Pode até ser também que, alguns destes famosos mesmo ricos estejam trabalhando pela fé e caridade, porém quanto mais ricos, mais influentes, mais afetados pela política, pela mídia etc, e com isso o caminho correto pode ser desvirtuado.

A linha do que é correto ou não é tênue como uma linha de cabelo, tantas vezes nos perguntamos de que lado estamos, que não percebemos que muitas vezes estamos caminhando sobre ela.