segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Minha Vida na Outra Vida


Pessoal,

Para quem não conhece esse filme, vale muito a pena ver.
Jane Seymour interpreta uma mulher que têm visões desde criança e não consegue explicar de onde elas vêm.

Aos poucos ela vai entendendo que são lembranças de uma outra vida. Com a ajuda de sua mãe, ela procura um terapeuta sério, e faz mais algumas sessões de regressão.
Por fim, ela resolve confrontar sua vida passada, pois sente que se ela não fizer isso, não poderá seguir com sua vida atual adiante.

Para mim foi uma grata surpresa descobrir esse filme, tão pouco conhecido e divulgado. São cenas marcantes e reais de quem já teve e lembrou de vidas passadas.
As emoções, as lembranças. O filme mostra um realismo e uma seriedade fantástica e rara neste filme.

Sugiro a todos os interessados em Regressão de Vidas Passadas, que assistam e reflitam sobre este filme.

Você pode baixá-lo para assistir em sua casa, clicando aqui.

Se preferir, assista primeiro um pequeno trecho do filme aqui:

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A Ciência pode provar que a Reeencarnação Existe?


Nesses assuntos de outros planos de existência, aqui no caso, planos espirituais, a ciência de hoje não tem meios "sólidos" cartesianos e mecanicistas de provar a existência de alma, reencarnação, etc.

Por meio de equipamentos especiais, a ciência provou e admite que o homem tem um corpo eletromagnético, que pode ser comprovado naquelas fotos de "aura" que vemos em algumas feiras místicas.

Mas e a reencarnação? Como a ciência pode provar fatos, que uma pessoa lembra e de que outra não?
Neste documentário, cientistas renomados estudam e entrevistam crianças que se lembram de suas últimas vidas. Se lembram de vidas que elas não poderiam se lembrar por que ainda não haviam nascido.

Uma delas, uma moça do Siri Lanka, alega que era de outra família, e que durante o documentário, ela realmente provou que tinha vivido uma outra vida com outra família.
Claro que sempre tem um outro cientista para tentar explicar o contrário, o que gera um debate saudável.

Assista aqui um pequeno trecho deste excelente documentário:




Quer ver mais? Baixe o filme pelo megaupload, clicando aqui, e tire suas próprias conclusões.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Recuperação após a morte pelo Crack


Eu já havia escrito um post falando da minha história com meu filho mais novo, o José Henrique.
Para quem não leu, é interessante ler ele antes para pode prosseguir com a leitura.

O Post se chama "O resgate do 3° filho", é só clicar.

Ontem recebi a visita do meu amigo Xamã. Enquanto ele estava na cozinha tomando café fui para a área fazer umas coisas. Quando retornei, percebi que já não era mais ele que estava na minha cozinha tomando café.
O Xamã é um médium de passagem, ou seja, ele permite que outros espíritos bons e guias usem seu corpo físico para conversar, aconselhar e orientar.
Por meio dele, conheci e conversei com entidades fantásticas e sempre tenho notícias do outro lado dos meus pais desencarnados.

-Boa tarde, eu disse, percebendo que já não era mais meu amigo na minha frente. Seu nome é?

-Oh! Perdão, vim sem avisar, mas conversei com seu amigo aqui e ele permitiu que eu viesse para lhe contar as novidades pessoalmente. Meu nome é André e eu sou um dos responsáveis pelo tratamento do José Henrique!!!

Tio André e Tia Maria, como eram chamados carinhosamente pelos meninos, ajudavam a recuperar um grupo de meninos de rua desencarnados.
Tarefa difícil. Muitos não se desapegavam das ruas, das drogas, da violência.

José Henrique nascera numa família desestruturada e sua mãe nunca o protegeu ou o orientou corretamente. Mal fora à escola. Pai desconhecido, mãe alcóolatra, drogada e prostituída. Levava o menino nas ruas para que ele mendigasse pra ela saciar seus vícios.
Com fome, frio, e abandonado, José henrique vagava pelas ruas pedindo trocado, engraxando sapatos e logo conheceu o crack. Sob a influência do Crack, ele esquecia da fome, do frio, do abandono. E não durou muito tempo. Depois de conseguir uns trocados e sem comer nada a vários dias, morreu entorpecido pela fumaça do crack. Seu corpinho frágil e sofrido não aguentou. Sua mãe biológica perdeu as notícias dele e nem sabe que ele já desencarnou.

Seu Zé Pelintra, entidade das ruas e da esquerda da Umbanda, acolheu o menino após o seu desencarne. Seu Zé protege as crianças de rua desencarnadas, para evitar que seus espíritos sejam escravizados por entidades perversas como por exemplo o Demônio do Crack.
José Henrique ficou um pouco com Seu Zé, até que um dia, ele se sentiu tentado pela sensação do crack novamente. Era o Demônio querendo-o de volta:

-Ele é MEEUUU!!! Fociferou o Demônio que não queria abrir mão do menino.

Seu Zé ficou na frente dele, entre o Demônio e José Henrique que estava com muito medo e assustado. Deu o chapéu panamá para José Henrique segurar:

-Antes de pegar ele, você vai ter que me enfrentar primeiro, disse Seu Zé.

O Demônio não gostou nada da história e desapareceu.
José Henrique ficou muito assustado com tudo isso. Não aguentava mais vagar pelas ruas. Nem como morto.

-Você está cansado disto, não é meu filho? Perguntou Seu Zé , enquanto consolava o menino.

O menino assentiu com a cabeça que sim.Tremia tanto que nem conseguia falar nada.

-Então você já está pronto para sair daqui, disse seu Zé, e o tirou das ruas junto com outras crianças recém-desencarnadas e o levou para tratamento em uma orbe superior. Lá José Henrique conheceu Tio André e Tia Maria.

Foi nesse tratamento, brincando com os amiguinhos que meus filhos o conheceram. Mas para não atrapalhar no seu desenvolvimento, aconselharam a que Menino Falcão e Menino Gavião mantivessem distância, porque eles estavam prestes a encarnar e José Henrique tinha acabado de desencarnar, então eram situações completamente opostas.

José henrique já tinha sido meu filho em outras vidas passadas. Quando nos vemos em sonhos, no plano espiritual, meu amor, carinho e afeição por um filho conhecido logo se manifesta. Mas por respeitar o trabalho de seus guias, e não querer bagunçar sua cabecinha já tão confusa, também mantive distância.

Menino Falcão e Menino Gavião estão em preparação para encarnar. Mas nas suas folgas, sempre visitaram José Henrique e me davam notícias dele periodicamente.

Recentemente, no fim do ano, a escolinha que os meninos estudam entrou em recesso. Os guias e professores iriam descansar e visitar familiares - encarnados e desencarnados.
Meu filhos foram convidados para passar as férias numa fazenda de um casal de americanos: Dona Clementine e Seu Mathew.


Eles haviam sido meus sogros na minha última vida nos EUA. Por volta de 1870, eu vivi nos EUA e apesar de nascer em uma cidade grande como Chicago, preferi me mudar para o Tenesse e viver no campo.
Gostava de cavalos e da natureza. Casei com um americano e Menino Falcão e Menino Gavião foram nosso filhos. Vovô Mathew e Vovó Clementine eram muito carinhosos e éramos uma família muito feliz.

No mundo espiritual, o velho casal não abriu mão de continuar no campo. Com trabalho e esforço, eles voltaram a ter a fazenda e tinham vizinhos da antiga comunidade. Estavam cuidando de uma netinha, mas ela havia encarnado recentemente e eles estava se sentindo muito sozinhos. Foi daí então que surgiu a idéia de convidar os meninos para passar as férias na fazenda.


Apesar da excelente idéia, Gavião Negro ficou enciumado. Achou que eu e os meninos iriamos trocar de família. Tive que explicar que eles já haviam sido avós dos meninos e que não tinha nada a ver uma coisa com a outra, além do mais, eu nem conhecia o filho deles que está encarnado na Terra.

Assim, depois de resolver o mal entendido, Menino Gavião e Menino Falcão passaram as férias com seus avós na fazenda.
Ajudavam o Vovô Mathew nas tarefas da fazenda, cuidando dos cavalos e da plantação. Vovó Clementine mimava-os com tortas, doces e guloseimas.
Aos Domingos, todos se arrumam e os meninos vestem terninhos, para assistirem a missa da Igreja da comunidade.
O Padre local, também fora padre encarnado da comunidade na Terra, hoje atua como guia e ajuda a aconselhar e orientar a comunidade rural espiritual.
No fim da missa, sempre alguém da comunidade vai para a frente do público para compartilhar uma experiência vivida em terra, seja boa ou ruim. Isso é muito importante para eles, e faz parte da aprendizagem coletiva.

Depois, toda a comunidade participa de um almoço coletivo. Mais tarde música, dança, festa e competições à cavalo. Somente do fim do dia, que a família volta para a fazenda.


Mas as notícias que eu vinha recebendo de José Henrique não eram assim tão animadoras. Ele havia passado recentemente por um tratamento profundo de desintoxicação das drogas e ficou dormindo durante uma semana. Depois que acordou, Menino Falcão e Menino Gavião o receberam com festa e presentes, ele ficou muito feliz. Estava empolgado pois ele voltaria à escola. Uma de suas frustrações quando vivo era de que nunca conseguiu aprender a ler e escrever, somente sabia contar "troco".

Quando ele começou a ir para a escola,travou. Alguma memória da sua última vida aflorou e ele simplesmente travou, se escondeu de todos e não parava de chorar.
Como muito custo e muita conversa depois, ele se desculpou e voltou a assistir as aulas. Mas as crises começaram a ficar frequentes e ele começou a regredir tanto na lucidez como no tratamento.

Seus guias estavam muito preocupados. Assim, com o recesso escolar, montaram uma colônia de férias e foram todos para a praia. José henrique nunca tivera oportunidade de conhecer o mar, ficou maravilhado e suas crises desapareceram por enquanto. O receio era de que quando ele voltasse para a escola, precisaria de um suporte especial, mas ainda não sabiam como proceder.
Fiquei chateada quando eu soube. José Henrique era uma criança ótima e carinhosa, mas as experiências amargas de sua última vida o estavam prejudicando muito.

Os outros estavam tão felizes na fazenda, porque José Henrique tinha que sofrer tanto?
Eu não queria interferir, não tinha esse direito. Primeiro por que eu estou encarnada e tenho minhas obrigações aqui. Segundo por que ele nascera em outra família e mesmo desencarnado, ele tinha guias responsáveis por ele. Mas eu me sentia triste e frustrada.

Certo dia, quando Menino Gavião veio me ver e contar as novidades, eu fiz um pedido:

-Converse com seus avós e converse com os guias de José Henrique. Venha se é possível que José Henrique passe o resto das férias com vc, seu irmão e seus avós. Acho que faria muito bem para ele. Mas antes, converse com os guias dele, adverti.

Fiquei um tempo sem ter notícias. Não sabia se tinha dado certo ou que os guias de José Henrique não achariam que era uma boa idéia reaproximá-lo dos antigos irmãos.
Mas logo o Xamã me deu o recado:

-Sonhei com José Henrique. Eu o vi na fazenda com os irmãos dele e estava muito feliz lá. Todos o tratavam muito bem e ele se sentia muito bem. Estava bem feliz.

Fiquei em paz quando soube. Naquele mesmo dia, tive uma projeção astral lúcida e me lembro de ter conversado com os guias de José Henrique.
Eles estavam maravilhados.
José Henrique não só havia melhorado, como deu um salto, avançou muito na lucidez e no tratamento.

Todos estavam muito entusiasmados e resolveram se reunir, os guias de José Henrique, os avós, o Professor Nicolah responsável por Menino Falcão e Gavião, para chegarem a um acordo:
Os três irmãos iriam morar juntos na fazenda com Vovô Mathew e Vovó Clementine.

Então, André, o guia de José Henrique agora estava na minha cozinha, tomando café e comendo bolo contando-me pessoalmente as novidades:

- José Henrique melhorou tanto, que agora ele quer ajudar os seus amiguinhos da rua que ainda estão muito debilitados. Mas ainda é muito cedo para isso. Estabelecemos metas para ele, que se ele as cumprir, ele poderá trabalhar com os meninos de rua.

-Nossa! Realmente é uma melhora e tanto, observei. Afinal, ele teve uma vida muito sofrida, uma morte traumática, até ontem estava dando surtos e de repente ele quer ajudar todo mundo? Nem tem 3 anos direito que ele desencarnou, comentei. Eu nunca quis me intrometer nesses assuntos, continuei. Mas vendo que ele estava sofrendo tanto, achei que ele poderia se sentir melhor na fazenda com todo o amor e carinho que os avós têm para dar. Mas nem em sonho imaginava que ia dar tão certo!

-No Centro de tratamento onde José Henrique fica com seus amiguinhos, apesar de todo o nosso cuidado, atenção e carinho, ele ficava muito triste quando algum parente ia visitar seus amigos. Não aparecia nenhuma parente da sua última família para visitá-lo, somente seus filhos. Ele se sentia mais abandonado ainda. Ele veio de uma família muito desestruturada, não podíamos contar com eles, nem com os desencarnados.
A solução foi buscar ajuda com a família antiga dele, ou seja, vocês. Ele sempre pergunta por vc e sente muito carinho. Agora ele quer aprender a ler e escrever para poder fazer uma carta para vc, disse André. Sei que a vocação do seu amigo não é a psicografia, mas daremos um jeito de vc receber a cartinha que José Henrique quer escrever para você. É importante para ele. Na fazenda, ele se sente feliz e amado.
No começo ele nem acreditava que poderia chamar o Mathew e Clementine de avós. Em vida, ele sofreu muito preconceito por ser negro e como o casal de fazendeiro é branco, no começo ele ficava meio sem graça. Hoje ele está completamente integrado à família. A comunidade, na qual fazem parte as famílias de fazendeiros da região, já o conheceram e o receberam muito bem. Todos o elogiam e conversam muito com ele. Com essa base, amor e confiança, ele está se sentindo tão bem e feliz, que já começou a fazer seu auto enfrentamento.

-Ele já consegue comentar sobre sua última vida? Não fica chorando e se escondendo? Perguntei.

-Não! Quando seus amigos, irmãos e avós comentam de experiências de suas últimas vidas, ele puxa um gancho e começa a comentar de sua última vida. São experiências difíceis e amargas. Mas no final, todos o abraçam com muito carinho e o reconfortam dizendo que é tudo faz parte do passado e que agora ele está bem. Ninguém o força, ele faz isso por si só. É um avanço muito grande. Por isso ficamos todos tão entusiasmados. Uma grande dificuldade que temos com crianças que sofrem esse tipo de desencarne traumático, é que elas chegam muito agressivas e violentas.

-Crianças de rua, infelizmente têm que sobreviver.

-Sim, mas a agressividade às vezes é tão forte, que atrasa o tratamento por anos ou décadas. Apesar das dificuldades que José Henrique teve, ele nunca foi agressivo ou violento. Como seu Zé disse quando nos entregou: "- É um bom menino."

-Nunca senti raiva, rancor ou agressividade em José Henrique, confirmei. O que eu sentia muito nele era o medo e a frustração do abandono. Ele sofreu muito com o abandono. Nunca teve quem cuidasse dele. A mãe biológica dele nunca cuidou, somente o usava.

-Até seu pai já o adotou como neto, contou. Seu pai ajuda José henrique com os deveres de casa. Ele está trabalhando como guia dele.

-Ah, meu pai é 10, comentei saudosa. Fico feliz que ele esta ajudando ele. O José Henrique já voltou às aulas?

-Sim, já tem duas semanas! Confirmou André.

-Nossa, e aí, tudo bem? Ele travou alguma vez?

-Não, está tudo ótimo. De manhã ele toma café com os irmãos e os avós, os irmãos vão para a escola para preparo de encarnação. Vovô Mathew fica a manhã inteira trabalhando na fazenda e dando atenção para José Henrique. Para estreitar os laços. Podemos dizer que ambos estão encantados um com o outro, comentou rindo. O José Henrique gosta muito de ajudar e adora fazer as tarefas da fazenda. Depois a famíla almoça junta e após o almoço, José Henrique vai para a aula.
De tardezinha ele volta para a fazenda e faz os deveres de casa com seu pai. Daí brinca com seus irmãos e depois eles ceiam.
A disciplina é muito importante para o tratamento dele, então programamos atividades para o dia todo. É importante que ele esteja sempre sendo assistido.


-Recentemente aconteceu algo na escola com ele, comentou André.

-Nossa, é o que foi, perguntei.

-Tia Maria saiu da sala com ele, perguntou o que estava acontecendo, preocupada. Ele disse a ela que ele estava muito feliz, em paz, e que não era mais para ela ficar se preocupando tanto com ele. Que agora ele estava muito feliz e que era para ela dar mais atenção aos amigos dele que ainda estavam se recuperando.

-Nossa..Que salto de lucidez, hein? Tô besta.


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Cura Espiritual ou Energização Espiritual


Bem, preparem-se para mais um longo texto, já que este assunto não é assim, tão simples.
Todos nós podemos desenvolver dons de cura.
Não é um processo difícil, depende apenas da vontade de cada um de fazer o bem ao próximo.

Na cura espiritual, basicamente usamos nossos chakras para canalizar energias benéficas em prol de um enfermo.
O tratamento pode ser conduzido em paralelo com a medicina convencional, cura para males brandos ou se não existe tratamento, alívio para o enfermo.

A doença começa com um desequilíbrio no corpo energético, causado por disfunções emocionais, genéticos, acidentes ou outros. Causando o desequilíbrio no corpo energético, o mal pode tomar proporções crônicas e se somatizar no corpo físico.
O retorno do equilíbrio , a cura, pode ser obtida com tratamentos médicos convencionais, dependendo do caso, com tratamento espiritual ou ambos, para uma melhora mais rápida. Doenças sem tratamento na medicina convencional atual, podem ser aliviadas ou até curadas por esse processo.
Mas tudo depende também do paciente. Às vezes, a doença é um caminho para o despertar de uma vivência no paciente. Se o paciente não aprende com esse caminho, e a doença evolui, pouco podemos fazer a não ser atenuar suas dores e tentar fortalecer seu corpo energético.

Existem casos e casos, e com o tempo, o Terapeuta de Luz vai aprimorando sua técnica, ouvindo os guias Espirituais de cura e entendendo o processo de cada caso.

Mas, para seguir com certo sucesso por esse caminho, é preciso trabalhar alguns aspectos do Aspirante a Terapeuta que quer se iniciar ou aprimorar suas técnicas de cura espiritual, ou cura energética.
Vale lembrar, que a terapia energética, ou cura espiritual, ou cura energética, não custa nada, pode ser aplicada em pacientes humanos ou não, familiares, e eles nem precisam saber que estão sendo tratados. Explicarei essa técnica no final do post.

Para começar, muitos estudos!!!
Para se tornar um "terapeuta de Luz", é necessário conhecer a anatomia do corpo de energia:
Os Chakras!!!
Nossos principais chakras têm funções diversas e muito importantes. Eu já comentei sobre alguns exercícios para estimular o chakra da visão, para fazer Regressões de Vidas Passadas.
Pois bem, agora a coisa é bem séria.
O aprendiz de Terapeuta de Luz, terá que estudar os chakras a fundo e aprender a estimular, energizár-los.
Recomendo um dos melhores livros sobre o assunto: MÃOS DE LUZ!!!

Para mim é o principal livro e ponto de partida sobre estudos do corpo energético humano, chakras e noções de energização.
Com linguagem simples e muito ilustrado, é praticamente uma leitura obrigatória para o aspirante a terapeuta de luz.

Outro livro obrigatório é o Medicina vibracional. Este livro também aborda as funções dos Chakras, e aprofunda os estudos do corpo energético.


E para completar, é muito importante que o terapeuta estude muito bem a anatomia humana. Dependendo do paciente, que sofra de males em orgões específicos, é importante saber sua localização e suas funções.

A Acupuntura chinesa nada mais é que tentar equilibrar o corpo energético através de estímulo pelas agulhas, moxas, e outros. A Acupuntura trabalha nos meridianos, que são fluxos de energia que percorrem todo o corpo do homem com funções específicas. O estudo da acupuntura e da Medicina Chinesa para o terapeuta de Luz, seria como um aprimoramento e uma grande expansão de seus conhecimentos. Eu acredito, que o uso da energização dos chakras somados com técnicas de acupuntura, seria a verdadeira terapia energética que dispomos neste plano terreno.

É o melhor, a um custo extremamente baixo, já que o material usado na acupuntura é de baixíssimo custo.


Aspectos Pessoais do Aspirante a Terapeuta de Luz

Bem, já indiquei os melhores livros, sugeri um curso de Acupuntura e Medicina Chinesa. Pois bem, agora temos que trabalhar no "Eu" do terapeuta.
A terapia, a cura do próximo, deve ser desejada de forma livre e espontânea. Não recomendo que o terapeuta se proponha a ganhar dinheiro com estas técnicas, porque não é essa a idéia.
A cura, a força de luz será canalizada por dentro do seu corpo, e para isso, seu corpo e mente devem estar limpos de raiva, mágoas, ressentimentos, ganância, ódios, etc.

Não é um processo fácil, mas é necessário. Como vc deseja ajudar alguém debilitado, se vc mesmo está doente por dentro???
Para poder curar alguém, ajudar no processo de cura, vc deve primeiro se curar, se perdoar, se limpar.
Faça exercícios diários, em um local calmo e agradável, de preferência sem música, sobre seus "males internos" .
Perdoe-se. Perdoa a quem magoou vc. Entenda que tudo o que acontece é para aprendizado e evolução do nosso espirito e do coletivo. Entenda que o bem e o mal, andam juntos, e que são as duas faces de uma mesma moeda: a Evolução espiritual e a maturidade do espírito.

Dicas para limpeza do corpo e da alma:

1- Medite diariamente e limpe-se de sentimentos negativos;
2- Durante a meditação, concentre-se em cada chakra, energíze-o e canalize energias do universo, matas, florestas, cachoeiras, etc..(cada um deve achar a técnica que lhe agrada mais);
3- Evite alimentos pesados como frituras, carnes e industrializados. Busque uma alimentação saudável. Eu sou contra radicalizar, eu como de tudo. Mas para fazer uma terapia séria, é importante que o corpo físico não esteja sobrecarregado com toxinas de má alimentação;
4- Pratique exercícios físicos, busque uma atividade física que vc tenha afinidade. O importante é entender que terás que fazer atividades físicas até o fim de teus dias se quiseres ter saúde;
5- Pratique o Feng Shui na sua casa: jogue fora entulhos e cacarecos, doe roupas que vc não usa, ilumine a sua casa com plantas, flores e árvores frutíferas que atrairão aves e boas energias. Se preferir, colete cristais rústicos e enfeite seu jardim.
6- Se a idéia é receber pessoas para tratar em casa, separe um cômodo somente para isso: providencie uma maca, vc pode usar óleos aromáticos para fazer massagem, esfregue o chão do ambiente com sal grosso e arruda para afastar energias ruins. Plante espadas-de-são Jorge do lado de fora da casa.
7- Se vc já é um terapeuta, ou um profissional da saúde que deseja auxiliar seus pacientes com estas técnicas, é importante que periodicamente vc se "limpe" com banhos de mar ou cachoeira, banhos de arruda e sal grosso do pescoço para baixo após o banho de asseio, para evitar que vc segure energias negativas ou perversas que possam estar afligindo seus pacientes.
8- Seja feliz e resolvido. Se vc quer ser um terapeuta e ajudar as pessoas com seus problemas, não pode ficar remoendo disse-me-disse e mágoas internas. Senão vc mais fará mal do que bem. Se vc não tem condições para seguir as dicas acima, é melhor nem tentar os passos seguintes.
9- Não fume ou tenha outros vícios. Alimente adequadamente, pratique exercícios, tenha uma vida saudável e beba moderadamente ou evite a bebida.




Aprender a Curar-se

Bem o aspirante a terapeuta de luz pode começar usando a si mesmo de cobaia.
A melhor forma de aprender a curar, certamente é aprendendo a curar a si mesmo.Depois que vc dominar a técnica de se curar, aí sim, pode começar a querer curar os outros.
Vc deve estar pensando: " do que raios essa maluca está falando?"

Bem querido leitor, como é que vc quer ajudar alguém, curar alguém, se não consegue se curar um único resfriado???
Infelizmente, a banalização do mercado farmacêutico, as propagandas caríssimas divulgadas pela tv nos prometem mundos e fundos. Os mais influenciáveis praticamente viram hipocondríacos. Dor de cabeça para que? Aspirina!!! Resfriado?? Resprin, etc!!!

Mas.... se vc quer se tornar um terapeuta, vai ter que aprender a andar sem essas "muletas". Nadinha de remédio. Claro que se for um caso infeccioso, uma fratura, por favor, vá no médico!!!
Mas use essas pequenas mazelas do dia a dia, como gripes, dores de cabeça e até contusões para treinar:

1- Deite-se em local tranquilo, pode ser no seu prórpio quarto, mas sem ninguém para atrapalhar;
2- Energize seus chakras e seu corpo energético, puxe energia benéfica através dos chakras para o seu corpo e ordene que o mesmo se cure e se fortaleça;
3- Concentre-se na região afetada como garganta, pulmões ou na cabeça se for o caso e mentalize uma energia boa fluindo e tirando a energia ruim do local afetado. Mentalize e ordene que as dores, as mazelas, etc vão embora e que fique apenas a energia boa da cura.
4- Mentalize nos seus guias espirituais. Aprenda a "escutá-los". Pergunte se vc pode tomar algum chá ou coisa parecida. Apenas chás são recomendados para aliviar esses sintomas. Evite ficar dependente de comprimidos e antiinflamatórios desnecessariamente.
5- Vc irá sentir uma leve melhora depois desse exercício. O importante é praticar. Se vc estiver gripado, com dor de cabeça ou com alguma dor, pratique várias vezes, até vc conseguir se curar sozinho. É realmente gratificante como funciona!!!! Quanto mais vezes vc praticar consigo mesmo, mais rapidamente vc se irá se curar de dores e resfriados. E o mais interessante é que depois seu organismo fica muito mais resistente!!!
6- Use e abuse dos chás. Chá verde, cidreira, hortelã, etc, use essas plantas maravilhosas para ajudar a aliviar os sintomas, estude-as e se possível, tenha mudas em casa!
Nos seus pacientes, vc pode oferecer a eles chás e água energizados por vc!

Dicas:

Resfriados: Eu gosto de tomar chá mate com canela, bem forte e quente, depois que me energizei para me livrar da gripe. A canela auxilia na limpeza do trato respiratório.

Dores de cabeça: Vc pode durante a energização, dar leves "cascudinhos" com a mão ao redor do ponto de dor. Massagens com as pontas dos dedos, energizando os pontos e desobstruindo os canais energéticos também ajudam a melhorar o fluxo de energia.

No filme "Nosso Lar", André Luíz recebe tratamento espiritual


Começando a Energizar os Enfermos


Bem, se vc já conseguiu aprender a se curar, Parabéns! Com certeza é um excelente passo!!
Percebemos de como somos tolos em ficar tão dependentes de comprimidos e xaropes comerciais. Com certeza é um aprendizado para toda a vida.
O cuidar-se, preservar sua saúde física e mental é necessário para poder evoluir como terapeuta de sucesso.

Acho interessante começar com amigos e familiares. Com eles vc terá mais intimidade e facilidade para entender suas dores e problemas. É interessante fazer um registro completo, e uma anamnese. Pergunte como começaram os problemas, os sintomas e os medicamentos usados.

IMPORTANTE:
Não recomendo que vc interfira na medicação indicada por um Médico. Se vc conseguir ajudar o paciente a se curar, o próprio médico indicará a interrupção dos medicamentos. Não interfira ou interrompa qualquer tratamento que esta pessoa já esteja realizando.
Energizações dão alivio e paz imediatas ao assistido. Mas se a doença é grave ou crônica e se tem raízes muito profundas de desequilíbrio, o mal estar volta em breve. O ideal é montar um protocolo de terapia, com sessões semanais ou quinzenais.

Atendendo ao paciente:

1- Converse com seu paciente, anote seus dados e saiba quais são suas principais queixas;
2- Observe se o seu paciente come, dorme de maneira adequada e se tem algum tipo de vício;
3- Procure descobrir a origem das queixas;
4- Faça um diário das terapias;
5- Peça para o paciente se deitar de costas e relaxar. Vc pode fazer um pouco de massagem com óleos aromáticos para ajudar o paciente a relaxar.Vc pode usar a massagem como forma de energizar órgãos e membros ou região da coluna;
6- Peça para o seu paciente prestar atenção em imagens , sons ou cores que podem aparecer para ele durante a terapia;
7- Acenda uma vela antes de inciar os trabalhos, peça proteção e amparo dos seus guias espirituais, para que eles te ajudem e te guiem para aliviar a dor do seu paciente.
NOTA: é importante saber que vc é apenas um instrumento de espíritos evoluídos, guias e médicos espirituais. Vai ser através de VC que eles irão canalizar as energias para tratar seus pacientes.
8- Fique de "mente aberta"durante a terapia, os seus guias poderão sugerir algum alimento ou chá para ser consumido pelo seu paciente para ajudar a aliviar seus sintomas;
9- Comece energizando todo o seu paciente com as mãos, limpando o corpo energético do mesmo. Depois se concentre nos locais afetados, sempre energize o chakra da cabeça. Mentalize os orgãos do seu paciente se regenerando e se recuperando durante o tratamento, Mentalize as energias ruins indo embora e fluidificando energias benéficas;
10- Finalize energizando novamente todo o corpo do seu paciente, ofereça-lhe um chá de hortelã fresco ou camomila.
11- Pergunte a ele como ele se sentiu durante a sessão: o que sentiu, se ouviu vozes, sons, luzes, etc. Anote tudo.
12- Nunca prometa cura. Terapia não é matemática nem ciência exata. O máximo que vc pode fazer, é ajudá-lo no caminho da cura. Aliviar seus sintomas, aliviar suas dores, fortalecer seu corpo. Infelizmente algumas doenças são caminhos necessários para algumas pessoas.

Energizando o paciente sem que ele saiba

Muitas vezes gostaríamos de ajudar algum enfermo mas por preconceito ou falta de intimidade, não podemos energizá-lo da forma convencional. Aqui digo alguns truques que funcionam muito bem e ajudam a tratar desse tipo de paciente:

1- Em casa, em um local e momento tranquilo, acenda uma vela para o guia da pessoa a ser tratada. Fale com ele, que vc quer ajudar a energizá-lo e a curá-la. Mentalize essa pessoa e foque na patologia. Faça um exercício mental de energização do corpo e fortalecimento dos chakras da pessoa. Por fim, mentalize limpando e revitalizando os órgãos afetados da pessoa. Envie sentimentos de paz, amor, esperança e cura para essa pessoa. Repita quantas vezes vc achar necessário. O sentimento de ajudar, de doação e de amor é o principal combustível para que a energização funcione;



2- Energizando uma criança:

Abrace-a e quando o fizer, envolva-a com seu corpo energético energizando-a, procurando limpar o corpo da criança. Converse com ela sobre qualquer coisa e segure a mão dela, assim , vc continua mandando fluxo de energia benéfica e ordenando que ela se recupere logo. Se puder colocar na mão na cabeça da criança, diga que é para ver se ela está febril e energize seus chakras da cabeça. Quando terminar, lave as mãos em água corrente e beba um pouco de água. Por fim, em casa, acenda uma vela para o guia da criança e mentalize a cura dela. Energize a água, mamadeira e alimentos, com intenções de cura e de paz, ao serem consumidos, auxiliam no tratamento.


3- Energizando os animais:

Animais são muito sensíveis a "olho gordo", principalmente se são bem cuidados e educados. Se o animal já está tomando medicamentos sob a supervisão de um Médico veterinário, não interrompa o tratamento.
Ferva água com arruda e sal grosso , espere esfriar e dê um banho no animal do pescoço para baixo, pelo menos umas duas ou três vezes, dia sim, dia não.
O banho de arruda com sal grosso ajuda a cortar o mal olhado e alguns animais ficam curados só pelo banho. Vc pode abraçar o animal e ficar energizando-o sem ter que explicar nada para ninguém. Pode mentalizar energizas boas fluindo pelas suas mãos e tirando as energias ruins do seu animal. Quando terminar, lave as mãos com água corrente. Repita um ou duas vezes ao dia.


4- O profissional da Saúde

Se vc já é um profissional da saúde e quer fazer um pouco mais pelos seus pacientes, vc pode mentalizar diariamente nos seus pacientes mais complicados, mandando fluxos positivos de energia.
Pode também perguntar aos seus guias, tratamentos que poderiam ser feitos, e soluções de casos mais graves e complicados. As respostas podem vir em forma de sonhos ou em "insights".

Ao conversar com seus pacientes, segure na mão deles e energíze-os sem que eles saibam. Toque na cabeça deles, simulando um exame e energize seu chacra. Vc pode examinar o seu paciente e sem que ele saiba, energizá-lo durante um exame ou um tratamento. Se possível, energize sua água e seus alimentos, caso eles estejam internados no hospital. Enquanto conversa com eles, mande energias de cura e de paz.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Filmes Espíritas - “Tio Boonme, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”

O filme Tailandês "Tio Boonme, que pode recordar de suas vidas passadas" acabou de ganhar a Palma de Ouro no Festival Francês de Cannes.

O filme conta a história de um homem de meia-idade, doente, que está nos seus últimos dias aqui na Terra. Então ele começa a se lembrar de suas vidas passadas e recebe visita de alguns espíritos também.

Infelizmente nós não temos o hábito de assistir muitos filmes orientais, e acabamos nos acostumando com o "Estilo Hollywood" de filmes.

O ritmo deste filme é mais lento, filosófico.
Mas é um filme para se apreciar, para pensar.

O Oriental em geral, tem uma visão mais franca do outro lado da vida do que o Ocidental.
Boa parte da cultura e religiões orientais admitem a existência de vidas passadas, evolução espiritual, Carma, Darma, etc.
Por isso acho interessante ver este filme sob a ótica do oriental. apesar de ser um filme cult e não assim tão empolgante para o grande público.


Assista aqui a resenha do filme pela Isabela Boscov:



Agora veja o trailer deste interessante filme oriental sobre as vidas passadas!!


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Além da Vida de Clint Eastwood

Pois bem!!

O fantástico e incansável Clint Eastwood nos presenteia novamente com mais um fantástico filme, e agora é com a temática do pós-mortem.
Para quem gosta de filmes com qualidade, inteligentes e bem feitos, o velho cowboy está simplesmente arrasando.
Seus ultimos filmes: Invictus, Gran Torino, Menina de Ouro, etc, são simplesmente Obras Primas e estou muito ansioso em assistir essa nova película.


No novo filme são contadas histórias de três pessoas que tiveram experiências sobre o outro lado da vida.


Minha comentarista de filmes favorita, Isabela Boscov, também se rende à magnitude de Eastwood e nos proporciona uma bela crítica do filme a seguir:





E agora, o Trailer Oficial de Além da Vida, Imperdível, como todos os outros filmes de Clint Eastwood!!!







Quer mais??? Então entre no Site Oficial do filme clicando aqui!

2011 o Ano do Coelho

2011 o ano do Coelho

Pode ser um ano calmo, muito bem vindo e muito necessitado após o ano feroz do tigre. Nós devemos apagar alguns pontos, curar as nossas feridas e começar com algum descanso após todas as batalhas do ano precedente.

Às 12h30 do dia 4 de fevereiro de 2011, os chineses vão comemorar a chegada do Ano do Coelho. Do ponto de vista energético, o mundo terá paz e prosperidade. Será época de muitas colheitas para quem plantou e se esforçou em 2010, período marcado pela figura do Tigre.

O bom gosto e refinamento brilharão em tudo e as pessoas reconhecerão que a persuasão é melhor do que a força. Uma época harmoniosa em que a diplomacia, as relações internacionais e a política darão um grande passo outra vez. Nós agiremos com discrição e faremos concessões razoáveis sem demasiada dificuldade.

O momento de prestar atenção ao que se passa à nossa volta. A influência do coelho tende a estragar os momentos de mais conforto despertando e relevando a eficácia e o sentido do dever.

A lei e a ordem serão as máximas deste ano; as regras e os regulamentos deverão ser cumpridos. No entanto, ninguém parece incomodar-se muito com estas realidades desagradáveis. Estão mais ocupados em se apreciar ou simplesmente a fazer coisas fáceis. O cenário é quieto e calmo, deteriorando-se ao ponto de provocar sonolência. Nós todos teremos uma tendência para pôr de lado as tarefas desagradáveis por um período o mais longo possível.

Pode ganhar-se dinheiro sem muito trabalho. O nosso estilo de vida será lânguido e cheio de lazer. Um ano temperado com ritmo lento. Pode-nos parecer possível ser feliz sem demasiados cuidados.

Para os Orixás, Regido por Oxum e a Nossa Senhora Aparecida, da Candeia e do Carmo, o ano será marcado pela transformação e da comunicação. O ano, no entanto, deverá ser o melhor para o amor, para o aprofundamento das relações e a afetividade.

Janeiro - Início de ano será de muita expectativa. A partir de março, as realizações começam a se concretizar. 2011 será um ano da comunicação. "As pessoas vão se expressar, exigir mais seus direitos", diz. Regidas pelo número 4, elas farão mais manifestações e terão um poder de expressão muito real, o que será bom para todo mundo.


Amor - Será o melhor ano para a vida sentimental. "Saímos de um ano muito materialista e iremos para um extremamente fértil e sexualmente ativo".

2011 será regido por Oxum, símbolo da fertilidade, sexualidade e do amor. No horóscopo chinês, pelo coelho. Isso trará para as pessoas o desejo de querer estar ao lado de alguém, da família, não por comodidade, mas por amor.

Finanças - As pessoas devem economizar até, mais ou menos, o mês de abril. "Não se deve gastar nada. É preciso poupar, porque não o dinheiro não vai circular facilmente e também nem será fácil ganhar. Só depois melhora. Este não será um ano para se fazer investimento em imóvel, carro e roupa. É bom guardar o que se ter qualidade de vida.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O que se leva da vida?


Minha mãe era uma mulher bem mesquinha.
Tinha suas qualidade e defeitos como todos nós. Mas seu defeito mais grave era o "excesso" de economia que dominavam as suas atitudes.
Trabalhava muito, ganhava bem, mas sempre alegava que estávamos sem dinheiro, que não podíamos fazer nem isso ou aquilo por que não éramos ricos. Guardava todo o dinheiro na poupança e nunca contava para ninguém quanto tinha.
Fazia segredo de tudo, a família nunca sabia quanto ela ganhava, gastava ou guardava. E ela ainda controlava o dinheiro do meu pai.
Mesmo na adolescência, quando eu precisava de roupas para ir à escola, respondía-me que eu deveria trabalhar, ganhar meu dinheiro e então ai comprar as roupas. Nesse ponto ela era muito cruel. Eu não pedia nada demais.Mas qualquer pedido já era muito para ela.
Para mim era muito frustrante por que nem se eu quisesse poderia trabalhar, não tinha nem idade ou experiência.
Ela não poupava ninguém e as empregadas praticamente passavam fome, pois quase não podiam comer direito.
Era muito feio, e eu me envergonhava disso. Mas como filha, jovem e dependente, as brigas não iam a lugar nenhum e ela ficava mais mesquinha ainda. Se eu pedisse um real sequer, o interrogatório era tanto, que eu até desistia. Exagero demais.
Morávamos em uma boa casa e eu estudava em bons colégios. Mas a casa estava sempre feia, porque ela não admitia gastar na manutenção de uma casa alugada. Eu ia para o colégio com roupas velhas e gastas, porque na cabeça dela, somente ela que trabalhava fora, necessitava de roupas boas para poder trabalhar.
Sinceramente, eu não via a hora de poder me formar, trabalhar e sumir da vista dela. Sumir de seu controle, da sua mesquinharia, dos processos movidos pelas ex-funcionárias. A vida realmente não precisava ser assim.
Me lembro de que qualquer discussão sobre dinheiro, e sempre ela me jogava na cara que com 12 anos já trabalhava e ganhava dinheiro.
Oras, o que uma criança com 1o anos faz depois que escuta isso? Eu pegava o jornal várias vezes para procurar emprego e enfim descobria que na época eu não tinha qualificação nem para faxineira. Acho que nenhuma criatura precisa passar por esse tipo de humilhação. Mas eu passei. Sem necessidade, pois ambos meus pais trabalhavam e viviamos em condições razoáveis.
Mas, como o destino nos prega peças, quando eu estava concluindo a interminável faculdade, minha mãe adoece de uma misteriosa doença :
ELA.
ELA, Esclerose Lateral Amiotrófica, é uma doença neural, degenerativa, que enfraquece os nervos do corpo lentamente, fazendo a pessoa perder todos os movimentos do corpo gradativamente. Até o óbito. O doente continua lúcido durante toda a fase da doença, inclusive terminal.
Não tem cura, nem tratamento paliativo. Fisioterapia, Riluzol (Rilutek), vitaminas, são paliativos para não dizer que não está fazendo nada. Mas nunca resolveu nada no caso da minha mãe.
Ela, ambiciosa e sedenta de dinheiro e poder, havia recentemente passado em um concurso em um Tribunal Federal. Logo seu salário foi subindo, à medida que ela ia conquistando cargos mais importantes.
Mas o seu comportamento em relação ao dinheiro piorou. Agora a desculpa era a doença:
- O dinheiro é meu, eu que ganhei.Vou usar para me curar. Eu sou a prioridade.


Ninguém ia discutir isso, ainda mais com ela. Mas eu sempre tive a impressão que ela se esquecia que tinha uma família. Nós tinhamos a obrigação de cuidar dela e ela era a prioridade da casa. Ela repetia esse mantra diariamente. O resto que se dane.
Então, meu sonho de estudar fora, viajar, conquistar o mundo, fora pelo ralo abaixo. Meu pai adoecera também e partiu. Minha irmã estudava fora e viajou para a Europa. Eu fiquei.
Fiquei resignada e arrasada.Pois além de ser uma doença muito sofrida, o doente fica muito dependente. Para comer, vestir, dormir e virar na cama, alguém tem que ficar o tempo todo com ela. Eu tinha que trabalhar, ganhava pouco, mas como o dinheiro dela , era só dela, eu temia por ela falecer e eu ficar sem nada, pois eu não teria direito a pensão.
Praticamente abri mão da minha vida para cuidar dela. E todo dia eu ouvia reclamações, insultos, e acusações de roubos. Que eu a roubava, que a empregada a roubava, que eu a tinha deixado doente. Enfim.
Chega um ponto que a gente conclui que só ta lá para pagar o CARMA mesmo.
Sangue é CARMA.
Não a amava, não a admirava. Não podia abandoná-la, pois não havia mais ninguém. Fiquei firme apesar dos insultos, dos golpes, das suas traquinagens. Quando eu ia trabalhar ou resolver os problemas da casa, minha mãe armava planos maquiavélicos.
Não me contava nada até eu receber a bomba. Daí, depois, quando tudo dava errado para o lado dela, óbvio, eu ia lá e ainda tinha que recolher os cacos, os remédios, o que sobrava dela.
Cada vez que ela aprontava, a doença dava um pulo. Avançava. Eu avisava a ela, explicava. Ela dizia que sabia de tudo , que ela que tava certa e eu que era a problemática.
Pois bem, pro inferno então.
Inferno.
Viver com essa mulher 30 anos da minha vida terrena era realmente um inferno.Uma prisão. Até que ela inventou uma viagem com minha irmã às escondidas. Por que eu seria contra, ela estava debilitada demais. Mas esfregou na minha cara, o mesmo mote de sempre:

-Vou para a Espanha, lá tem locais onde vão cuidar muito melhor de mim, vou gastar o MEU DINHEIRO com isso, afinal, o dinheiro é MEU e eu sou a doente, a prioridade é minha.Você nunca cuidou de mim direito, vive fora de casa e de mal humor.
Dois dias depois da viagem ela voltou.
Um lixo humano. A longa viagem de avião de ida e volta, a peregrinação por clínicas, etc. haviam exaurido o seu já enfraqucido corpo. Minha irmã volta serelepe para a europa e minha mãe quase que vai direto para a UTI.
Ficou um mês na UTI. Não me esqueço dos seus últimos dias na UTI, com uma traqueostomia na garganta e respirando com a ajuda de aparelhos, me ordenando que a tirasse dali. Queria ir para casa ver tv e tomar sopa. Não queria ficar mas nem um dia naquele local. Eu que rebolasse para dar um jeito.
Era uma ordem.Eu ficava sem rumo, sem resposta, sem nada. Naquela noite ela finalmente partiu.
Com o resto de dinheiro que sobrou, paguei as empregadas, enfermeiras, devolvi o balão de oxigênio e a cama hospitalar que tinha em casa.

Minha mãe tinha um closet abarrotado de roupas e sapatos. Nunca dera nada. Nem um chinelo velho. Eu queria desocupar tudo o mais breve possível para poder alugar o imóvel e engordar um pouco a minha renda. Liguei para umas amigas espíritas que prontamente receberiam as roupas e calçados e os enviariam a abrigos de idosos. Na mesma semana que ela faleceu, doei suas roupas, seus milhões de sapatos e sua cadeira de rodas. Tudo para a caridade. Isso já tem uns 6 anos.
Outro dia, conversando sobre o filme "Nosso Lar", meus amigos espirituais comentaram da minha mãe, da sua da arrogância, da mesquinharia.


-Sua mãe ficou doente por causa dela mesma. Ela sempre rezava pedindo dinheiro, poder. Fazia entregas à Iansã, que é a Orixá dos negócios para pedir mais dinheiro, mais coisas. Mas o dinheiro que ela recebia ela guardava para si. Não ajudava ninguém, nem sua própria família. Sua mãe nunca lembrava de agradecer à Iansã. Só reclamava. E nunca fez caridade. Isso é muito grave. Iansã ficou muito brava com ela. Quando a doença veio, nenhuma entidade cortou o mal. Deixaram a doença evoluir para ela aprender.Mas infelizmente sua mãe nunca aprendeu em vida a ser mais desapegada da matéria. Quando a pessoa é boa e gosta de ajudar os outros, os Orixás e seus protetores ajudam a cortar o mal. Os orixás não deixam ninguém rico, mas se vc sempre agradar eles com oferendas e caridade, eles nunca te deixam desamparado.

Depois de tanto tempo, finalmente eu tinha entendido o porquê daquele sofrimento todo.Ela nunca conseguiu aproveitar o dinheiro que tinha ganho.Só gastou com médicos, remédios, tratamentos que nunca funcionaram, empregados e enfermeiros. Não sobrou nada!Não conseguiu viajar, nem curtir a vida direito. E nas poucas vezes em que saíamos, reclamava de tudo e dava chiliques frequentes. Mas era uma prisão em vida. Um castigo.


Segundo relatos, quando minha mãe chegou no Mundo Espiritual, ela foi tratada por um jovem médico, que havia sido soldado enfermeiro na 2° Guerra Mundial e havia morrido novo, preservando seu aspecto jovial da sua última vida. Ela achava simplesmente um absurdo que aquele 'rapazinho" estivesse cuidando dela. Logo ela, que era mais velha, mais sabida, mais vivida e experiente. Ela reclamava tanto dele, que um dia falou com o chefe dele, um senhor mais velho:

-Ah, até que enfim alguém para resolver isso, é um absurdo esse rapaz tão novo ficar cuidando de mim, ele não me deixa fazer nada.

O chefe do Hospital Espiritual explicou então que Rodrigo, o guia dela, havia morrido na 2° grande guerra e que já estava desencarnado a cerca de 70 anos. Que ela não se enganasse com a sua aparência jovem e que ele era o mais indicado para cuidar dela. Ela ficou muito brava mas engoliu em seco.

E depois, eu soube que ela reclamava de mim, quando chegou lá:
-Um absurdo, um absurdo!! Dizia minha mãe para os guias e outros recém desencarnados:
-Uma filha me abandona e a que fica comigo, pega e dá todas as minhas coisas, meus móveis, minhas roupas, meus sapatos..Meus sapatos!!!!

Uma das desencarnadas elogiou minha atitude:
-Que bom, doou para a caridade? Que coisa boa, que exemplo de desapego...

-Mas ela não podia ter feito isso, esbravejou minha mãe: -Eram minhas coisas!Minhas!!!!

-Mas dona Maria..., a senhora não está mais viva, não mora mais naquele plano terreno. Aquelas coisas não iam lhe servir mais....Disse Rodrigo, o guia da minha mãe, tentando fazê-la entender do absurdo da situação.

-Mas são minhas coisas. Minha filha não tinha esse direito!Não tinha!!!Eu ia buscar minhas coisas, mas ela deu tudo, tudo!!!!

-Mas Maria, você ia buscar COMO????

- Ha..Não sei ..Eu podia pegar um táxi e ir lá buscar. Mas ela deu tudo!!!

-Não Maria.Não dá para a senhora pegar um táxi e ir na sua antiga casa pegar as suas coisas. Você tem que aprender a não ser tão materialista. Foi por causa disso que a senhora ficou tão doente. E encerrou o assunto.

Enfim, então soube que ao invés de reconhecer que eu fui a única que ficou do lado dela até o fim, não, ela me xinga até do outro lado da vida, para reclamar de umas roupas e sapatos velhos. Sinceramente, não quero mais ser filha dessa mulher nem daqui a 2000 anos. Ninguém merece.

Mas esse apego exagerado realmente é muito comum. Vivemos em um mundo terreno onde a matéria é barganha. Precisamos de dinheiro para comer, viver, precisamos de carro para andar, trabalhar, etc. Mas têm que ter um olho vivo nisso, deve haver um limite.
Procure sempre doar roupas que vc não usa mais, sapatos e móveis para quem precisa. Eu recomendo doar para pessoas próximas, que vc sabe que estão com dificuldades. Acho que ajuda muito mais do que simplesmente entregar uma trouxa de roupas em uma porta qualquer. Procure se orientar e se infomar de creches e asilos próximos a você e quais são os ítens mais necessários. Se vc puder, faça uma doação mensal.
O trabalho voluntário também é uma forma de caridade. Ajudar aos outros em hospitais, ou em centros especializados é muito bom e fazem bem para a alma. Sempre ajude e faça caridade. Sempre.

Barack Obama, dando exemplo de voluntariado nos EUA

Outro dia, ajudei uma amiga a fazer a sua mudança. Zilhões de roupas e sapatos.
-Mas criatura, vc usa realmente isso tudo?Perguntei.

-É meu, é tudo meu.Uso Tudo. Disse ela, resumindo secamente.

-Impossível, repliquei. Separe uma parte e doe um pouco.

Me olhou estarrecida.

-Fulana, a gente não leva nada deste mundo. A gente leva experiências, aprendizados, conhecimento, amigos, momentos felizes. Mas não levamos nem carro, sapato, roupas. Saímos deste mundo como entramos: Sem nada. Nú.

Sabe qual foi a resposta dela??

-Mas era por isso que os Egípcios tinham gavetas em seus caixões....Para levar as roupas e jóias para o outro mundo...

Afs...mais uma que vai dar trabalho para desencarnar...

Zilda Arns, um belíssimo exemplo de vida e de ajuda ao próximo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Um pouco da História do Vudu

Bom,

Depois de um certo tempo alimentando este Blog, percebi a nítida procura das pessoas em tentar se defender ou de fazer magia para prejudicar outras pessoas. Eu pessoalmente já sofri muito com ataques, e tive que aprender a me defender contra esse tipo de coisa.
Mas, defesa não é ataque.
Sendo assim, pedi ao meu amigo Xamã, que conseguiu encontrar um Mestre Vudu no Mundo dos Espíritos que nos ajudasse, a escrever um texto sobre a Magia Vudu.
Lembrem-se, que quando fazemos o mal à alguém, esse mal volta com mais força contra nós.
E para podermos evoluir, é preciso ajudar ao próximo.
Aproveitem a leitura!



“Você me vê, você não me conhece,

Você me vê assim mas você não me conhece,
Abrace este homem, mas tome cuidado com seus dentes!”

- Ponto Vudu cantado de advertência e alerta.

No Mundo Espiritual, em um dia qualquer.

Caminho de dia à beira-mar ao lado de meu amigo Pagu. Reconheço o lugar onde estamos: É uma praia no Haiti, certa vez estive lá com Barão Samedi, ele me contou que lá muitas famílias jogavam seus filhos recém nascidos ao mar por não terem condições de alimentá-los.
Pensei certa vez em procurar na Terra por fatos verídicos do que me foi dito. Mas deixei isso de lado, na verdade não me interessaria descobrir mortes de bebês por afogamento.
Sentei-me no chão, Pagu parou um pouco a minha frente, abriu os braços, fez uma oração em seguida virou-se para mim.

- As praias daqui são maravilhosas não acha?

Acenei com a cabeça que sim.

- Talvez eu peça para retornar ao Haiti em minha próxima reencarnação.

- Isso é sério? Você poderia retornar em um outro lugar longe daqui, deixar de lado essa coisa de magia e vudu um pouco. Viver uma nova vida. Disse a Pagu.

- Ora, você pode ser um branco feio com os cabelos de ouro, mas ainda assim é um Xamã, não é? De que adiantaria uma nova vida totalmente diferente? Uma hora os tambores da magia iam ecoar dentro de mim, e eu voltaria a procurar o Vudu.
Isso é verdade. Uma vida inteira dedicada à magia deixa suas marcas, no corpo e na alma.

- Certo Pagu, o xamanismo faz parte de mim, porém tenho uma vida normal, trabalho, pago contas e na verdade eu gosto disso. Não me agrada pessoas que vivem apenas do misticismo, e ficam julgando que qualquer coisa é uma simbologia besta.

- Um ser mágico pragmático? Há! Diga-me uma coisa: como você se sente quando escuta o som de tambores?

- Meu corpo se arrepia, o coração acelera, e algo dentro de mim desperta.

-Um amante da magia, um ser apaixonado por ela!

- Ah, não força!

-Então o sobrenatural não o encanta mais?

- Gosto de coisas simples.

- Como o quê?

- Como a sua cara quando nós dois discutíamos no Plano Espiritual sobre como livrar o marido de Mulher Gavião do Feitiço Vudu e ela o escutou diretamente, sem intermediários, mesmo estando em planos diferentes.
Risos.

- Sobre o que eu falava com ela mesmo?Relembrou Pagu.

- Você estava dando instruções de como tirar o Vudu do marido dela, feito pela ex-mulher, na hora que você falou sobre ingerir sal ela o escutou e agiu imediatamente.

- Ah sim! Época interessante aquela! Você entrou voando em forma de falcão na minha sala pedindo ajuda, e eu não tinha idéia de que era um humano! Falando na minha sala eu tenho algo pra você, leve-me de volta até o meu escritório!

Com o indicador, risquei um ponto de luz no horizonte, e assim se abriu um Portal. E por ele retornamos para onde minha amizade com o Mestre Vudu começara.
Em sua sala, Mestre Pagu remexeu em meio a manuscritos, derrubando alguns ossos. Chamou seus criados, falou em francês com eles, gritou com todos, depois achou o papel que queria, retornou um sorriso a seus criados depois ordenou que saíssem.

- A linha africana de magia cai bem em você, assentiu Pagu.

- Não me lembro de nenhuma vida na África, respondi com desdém.

- Ah isso não importa! As linhas de magia não estão em você à toa. Agora venha comigo, se nós nos conhecemos por causa do Vudu, nada mais justo que você o entenda melhor.

Assumi a forma de falcão e saltei no ombro de Pagu. Ele leu o pergaminho em voz alta e uma fina névoa nos envolveu tampando toda a visão.
Quando a névoa se dissipa, percebo que estamos em uma floresta. Escuto ao longe negros entoam cânticos, e dançam ao som de tambores.

Tambores.

África.

Pagu começa a falar:
- A mãe África! Vudu, Umbanda, Candomblé, Santeria, tudo pertence à África!
As religiões se transformaram cada uma em uma identidade própria, mas todas têm a sua essência aqui. O povo que você vê é a tribo dos Fon, do reino Daomé. Geralmente associam a eles, os escravos que criaram o Vudu no Haiti. Embora outros povos de etnia Yorubá também façam parte disso. Afinal com o tempo os habitantes já ficavam esperando novas incursões dos brancos para se defenderem. Então os brancos procuravam outros povos que não conheciam os escravizadores para tornar a captura mais fácil. Esta é a última noite de muitos deles, amanhã serão escravizados ou mortos.
Vamos embora daqui.

Mais uma vez névoa a nos cobriu completamente, quando ela baixou vi índios. Era uma viagem no tempo!

- Estes meu amigo, são os ARAUAQUES, explicou Pagu. Viviam no Haiti antes da chegada dos colonizadores brancos. Estes pobres também foram escravizados e mortos pelos brancos, raça desgraçada a sua, sabia? Amanhã os índios terão o mesmo destino dos negros.

Ignorei o comentário, não queria discussão ideológica, somente queria aprender.

Pagu continuou:
- Por fim, estes são os colonizadores: nobres, padres, plebeus etc. Achando que o cristianismo é a única alternativa correta no universo, ignorando o panteão africano e de qualquer lugar do mundo. Os escravos, sejam eles índios ou negros (e até alguns brancos condenados) mesclaram os deuses indígenas e africanos com os santos católicos. Isso se deu tanto como do convívio com os agricultores europeus, como forma de enganar os brancos e se adaptar a seu novo lar forçado, e aqui que as coisas ficam interessantes. De toda essa mistura européia, indígena e africana surgiu o Vudu, algo parecido com os ritos afro-brasileiros como a Umbanda e o Candomblé. Até hoje é dito que 90% dos Haitianos são católicos e 100% são Vudu. Eu digo que é a mais pura verdade.
Todos temem a Deus, e todos acreditam nos Loas.

Na viagem pelo tempo de Pagu, a nuvem se dissipa e mostra a colonização do Haiti: europeus caminham entre negros e índios.


Pagu caminha até uma igreja improvisada em meio a movimentação. Trata-se de uma cabana com bancos de madeira e um altar com santos e uma cruz.

- Como surgiu boa parte dos ritos da magia negra?-Indagou-me Pagu.

- De rituais católicos? –Arrisquei.

-Exato! Pegam o que é santo e transformam em profano! A sagrada cruz fica invertida, as velas brancas para preces a Deus são trocadas por velas negras e vermelhas para pedidos ao diabo! Isso que me dá nojo! Tudo relacionado ao vudu é tratado como magia negra! Quando na verdade Magia Negra veio da Europa praticada por freqüentadores da igreja Cristã que aprenderam seus rituais e depois os perverteram! Muita coisa do vudu mal, cruel, foi passado por europeus brancos praticantes de Magia Negra.

- Sim meu amigo, mas eu não procurei você para lutar contra magia negra, mas sim contra vudu. Tudo tem um lado bom e ruim, disse a Pagu.
Pagu abriu um sorriso de leve.

- Ou se está com Deus ou com o Diabo, não se pode servir aos dois ao mesmo tempo. Você está certo, há o Vudu bom e ruim. No começo o Vudu era um meio dos escravos pedirem proteção, cura de enfermidades e a felicidade em geral de seu povo, sua comunidade, mas como alguém pode ser feliz escravizado? Torturado? Foi aí que o lado mal do Vudu ganhou força. O fato dos ritos ancestrais africanos serem vistos como blasfêmia por seus amos cristãos também ajudou a demonizar o vudu. Então quando os franceses mostraram a magia negra a adeptos do vudu, misturaram energias poderosas com resultados perigosos.

Pagu sentou-se, voei de seu ombro para um banco mais próximo do lado de fora. Vi aquele movimento lá fora pensando que muitos anos se passariam até o Haiti se tornar o que é hoje. Viro-me mais uma vez para observá-lo, então reiniciamos a conversa.

- No Vudu temos os Loas, seriam equivalentes aos Orixás no Brasil, e de fato são bem próximos. A deusa das águas aqui se chama Yemaya, no Brasil, Yemanja, o Xango daqui seria o Xangô brasileiro, Ogu, guerreiro senhor dos metais, como Ogum. Creio que já entendeu.

- Dizem que os Orixás eram humanos que foram elevados a Deuses, refleti.

-Sim, sim, foram grandes reis, sacerdotes, príncipes, caçadores e guerreiros, um panteão maravilhoso que se transmutou para fora da África. Eles são os Rada.

-Quem? Perguntei.

- Nos cultos afro-brasileiros temos os orixás que vieram da África, e dentro desse mesmo culto temos entidades que viviam no Brasil que foram incorporadas as crenças africanas, como o povo da esquerda que você herdou de seu pai, e os boiadeiros que habitam a casa de sua amiga.
Meu pai nunca me dera nada em vida, e na sua morte me deu entidades como Zé Pelintra e Barão Samedi que habitavam meus sonhos quando criança.
Como diz o velho ditado: ”Pobre só herda santo”.
Pagu me interrompeu dos meus pensamentos, me explicando mais uma vez sobre o Vudu:

- Os Rada são o equivalente aos orixás, Deuses que vieram da África. Já as entidades que se incorporaram depois já no Haiti são chamadas de Petros.
Pagu caminhava agora para a beira da praia. Voltei a forma humana e parei de pé na areia :

- E quem seriam os Petros?

- Negros mortos em sua maioria. Alguns com a intenção de fazer justiça, mártires, outros são auxiliados por demônios que escutavam as preces dos vivos que desejavam vingança contra seus senhores, e assim o faziam, e aí que a justiça vira maldade. Para você entender melhor seriam algo como espíritos obsessores na linha do espiritismo Kardecista. O que muitos médicos brancos atribuíam certas moléstias aos insetos e ao clima tropical, às vezes era um outro motivo, invisível a olhos comuns.

-Pagu indicou para o mar- Até mesmo certas tempestades e vendavais que abateram embarcações e destruíram obras construídas por brancos tratavam-se de grupos de Petros atacando em bando.
Petros e Radas são tratados como elementos opostos que fazem parte de um, Petro é o mal, o fogo, Rada é bom, a água. Para os dois cultos há entidades específicas, com seus ritos e deuses.

- Você já viu um Petro? Conhece algum?
O feiticeiro Vudu parou e se ajoelhou próximo a uma poça dágua, olhou para ela, vendo seu reflexo, sua expressão se tornou sombria então seus dedos tocaram a poça, criando ondas e desfigurando a imagem no reflexo.

-Vejo um Petro sempre quando faço vidência na água, conheço muito bem, conheço-o intimamente.

- Você...

- Sim.

Embora eu soubesse que era um poderoso feiticeiro Vudu de nome cristão (Pagu não é seu nome verdadeiro) que havia utilizado seus dons para o mal por muito tempo. Só muito tempo depois de desencarnado se arrependeu de tudo que fez e começou a trabalhar para o Bem.
Pagu nunca falava muito de si próprio, e nunca havia me contado detalhes de seu passado. Na verdade ele nunca tocara no assunto, e por educação e gratidão por ter me ajudado, eu nunca o indaguei a respeito. Agora, inesperadamente, me confessava parte de seu passado sombrio.

Ele parou de mexer na água dando um soco abrupto na areia. Olhou para o mar, e para o sol, sentindo como se Deus nos olhasse. Pagu se ajoelhou e curvou-se, ficamos em silêncio até que ele quebrou o silêncio.

- Antes de ser Petro fui Bokor, a versão sombria de um Hougan.

Houngan.

Barão Samedi havia me chamado assim certa vez. Houngan é no vudu algo como um Xamã, um Mestre Espiritual. Realiza casamentos, feitiços, faz adivinhações, vê o futuro etc.

Na primeira vez que conversei com Pagu ele me disse: “No final somos todos feiticeiros”. E fazia sentido, seja Houngan ou Xamã, são apenas termos diferentes para funções equivalentes.

- Um feiticeiro.

- Sim, filho de Houngan com uma Mambo.

- O que é uma Mambo?

- Uma mulher-feiticeira. Houngan e Mambo são os mestres do Vudu, seriam algo como pai e mãe de santo no Brasil. Meu pai era um bokor, praticante de magia negra. Seqüestrou a mambo mais poderosa que conheceu, a estuprou, e o fruto desse estupro sou eu. Ele nunca me escondeu este fato, dizia que eu já nasci amaldiçoado e que no momento oportuno me daria como presente a algum demônio. Depois que nasci minha mãe foi morta, pois meu pai tinha medo dela. E ele tinha razão, pois ela voltou dos mortos e se vingou dele. Eu fui o instrumento da sua vingança. Em seguida eu a traí, no começo dizia que era por medo de ser o fruto de uma violência, mas a verdade é que eu queria o poder dela, e eu o tomei para mim, dela e de meu pai. Eles são espíritos gêmeos. No Vudu eles são chamados de Marassa, eles reencarnaram para acertar suas dívidas. Mas a mim foi negado isso, eu me pergunto se ainda mereço redenção depois de tudo que fiz.

Ouvir tudo aquilo era como levar um soco na cara. Tentava assimilar aquilo tudo e dizer algo ao mesmo tempo, mas o momento me dizia para ficar em silêncio.

- Depois que morri, havia um demônio que me acompanhava. No começo ele se passava por um Hougou, um espírito da guerra e dizia estar comigo para me ajudar na justiça contra meus inimigos e inimigos de meu povo. Depois seu jeito foi mudando, assim como eu e a palavra justiça nunca mais surgiu de sua boca. Só falava em vingança, e o pior era que eu gostava. Quanto mais mal eu praticava, mais parecido com ele eu ficava. Disforme e violento.

- Pagu, você não precisa...

- Estou falando do mal! Conheça-o para combatê-lo! Agora continue me escutando!

A linha africana mantém padrões comuns mesmo em lugares diferentes do mundo. Sempre haverá os sacrifícios animais, as oferendas, sempre entregues em locais como encruzilhadas, florestas e rios.
O fato consumado com o catolicismo também é importante, pois santos católicos podem intervir na proteção de uma pessoa, aliado ao poder de um Rada, se dá uma forte proteção. Eis um dos motivos para boa parte das famílias haitianas adeptas do vudu, exigirem um batismo cristão para seus filhos. Um haitiano é 90% cristão e 100% vudu.

- Muitas pessoas viam os negros mortos cercando as casas de seus antigos senhores, e mesmo os brancos desencarnados tinham medo de sair de suas casas, mesmo depois de mortos. Pediam inutilmente ajuda aos vivos, que se assustavam ao vê-los. Muitos Houngans se aproveitavam disso e sumiam com os corpos, começava aí as lendas sobre os zumbis.

- Então Zumbis não existem? São apenas lendas?

- Não exatamente. Há várias maneiras de se criar um zumbi. Essa maneira de sumir com os corpos enquanto as almas perambulam pela terra tem seu sentido. De posse do corpo a alma que ainda se apega a ele se torna escrava do Houngan. O sal é recomendado nesse caso justamente por ser um poderoso antídoto. Corpo e alma são limpos, feito isso o espírito é liberto, o mestre perde poder sobre seu escravo. Eu mesmo costurava a boca dos corpos que possuía.

- Então basta apenas ter o corpo?

- Sim, embora muitas famílias se protejam para evitar que seus familiares mortos se tornem zumbis.

-Como?

-Apelam para seu velho amigo: Barão Samedi. Colocam comida sobre o túmulo do morto, pão e café que ele adora, e a oferecem ao Barão, ele por sua vez retribui cuidando do morto, com isso o Houngan fica impedido de violar o corpo e tomá-lo como zumbi. Alguns demônios mais poderosos podem fazer um acordo com o Barão para que ele deixe a tumba ser violada, mas são casos raros e negociações complexas. Geralmente são corpos de figuras importantes, como Papa Doc que até hoje tem guardas humanos vigiando sua tumba para evitar a violação do corpo. Mas fora isso, NINGUÉM ousa desafiar o Barão, com exceção de você, que foi estúpido o suficiente para tentar agredi-lo aquela vez.

Não gostava dos deboches dele, mas dada a situação era bom ver o velho Pagu que conhecia de volta. Não via seu sorriso quase cínico, de habitual, mas por um instante o homem sombrio que fora no passado. E agora ele dera lugar momentaneamente ao feiticeiro arrependido, que tenta redimir de seus pecados trilhando o caminho da luz.

- Então não há zumbis vagando por aí em sua forma física?

- Não como aparecem naqueles filmes estúpidos. Existem processos bem apurados de tortura física, psicológica, e ervas usadas em poções que podem gerar traumas severos a mente de um ser humano. Assim o levando a um estado de demência facilmente confundindo a pessoa afetada com um zumbi. Como em muitos casos o processo leva tempo, muitas das vítimas acabam sendo dadas como mortas, então seu súbito retorno em um estado senil levam-nas a acreditar nas lendas de zumbis e a temerem os Houngan.

- Eu pensei que os Houngan eram como os Xamãs.

- E são, há quem use seus dons para o bem e outros para o mal.

- Até agora não o vi falando bem de um Houngan.

- Eu cresci cercado de feiticeiros poderosos mas cruéis. Segui pelo mesmo caminho, então não espere que as primeiras palavras que saiam da minha boca sejam de elogios aos Houngan. Mas se quer saber, sim, há Houngans que praticam o bem. Infelizmente só os conheci depois de morto. São exigentes e disciplinados, sem eles não sei se conseguiria.

- O que fizeram para endireitar você?

- Me mostraram o mal que causei, depois me fizeram sentir toda dor que causei. Depois disso enlouqueci, e aos poucos fui recobrando a sanidade. Meus guias especificavam horários, roupas, orações, locais, tudo devia ser na hora certa com a roupa certa. Isso tudo havia antes, claro, para o bem ou para o mal na magia deve haver comprometimento. Mas as entidades, as energias que me cercam agora, são tão diferentes, tão boas, poderosas e eu as desprezava, achava que sua compaixão era pena. Como fui tolo.
Pagu virou-se e olhou demoradamente para sua ilha.

- Sabe o que significa a palavra Haiti?

- Não.

- País montanhoso. Os espanhóis quando invadiram meu país deram a ele o nome de ilha Hispanõla. Quase eliminaram os índios por completo. Durante as grandes navegações, os piratas usavam a ilha como ponto de interceptação de navios. Um ótimo ponto estratégico. Não foi à toa que Espanha e França se mataram pelo controle desta ilha, embora nunca tenham perguntado aos nativos o que eles achavam disso tudo. Malditos.

- Já que estamos falando de nomes, o que significa a palavra vudu?

- Muitas coisas, em cada língua uma coisa diferente, mas em cada uma pode-se achar a essência do vudu. Na África vudu seria um termo para santo no reino do Daome, já na França os europeus trouxeram o voudoise, uma variante da bruxaria européia. Os negros falavam sobre algo santo para protegê-los, e os europeus entendiam que se tratava de vingança, de causar o mal, o que reflete bem o caráter do vudu: sagrado e maldito ao mesmo tempo.

Nisso, uma cobra negra surge do chão. Por reflexo me transformo em falcão e tento saltar com as garras em cima da cobra. Mas Pagu se mete no meio, então dei uma volta no ar e parei em pé na forma humana. Era óbvio que ele esperava por aquele animal.

- Levei muito tempo para fazê-la, foi um trabalho cansativo mas valeu a pena, não estrague tudo agora.-disse.

A cobra ergueu-se até chegar a sua mão. Pagu a segurou pela cabeça, então ela se tornou rígida, como uma bengala, o feiticeiro a analisou, sorriu, então bateu com sua ponta no chão, então aos poucos o lugar aonde estávamos desaparecia e um outro lugar ia se formando.

- Bom meu caro amigo, venha, precisamos continuar nossa viagem.

E com um bater de bengala, a paisagem ao nosso redor muda até surgir de novo a casa de Pagu. Estamos em sua sala de estudos, livros, caveiras, ossos, pergaminhos e demais objetos.

Sentamos-nos em sua sala um de frente para o outro com cerca de 3 metros de distância. Seus criados trouxeram rum (que ele adora e eu aprendi a gostar com ele), e olhei para a caveira na qual havia pousado aquele dia. Como se soubesse o que estava pensando, Pagu interveio:

- Naquele dia que você veio até mim, senti que você era um Xamã. Mas também pensei que você fosse um feiticeiro da seita Zandor.


- Quem?

- Já falei sobre os ritos Rada e Petro, mas o rito Zandor é o rito mais secreto do vudu, tão pouco conhecido que chega a ser tratado como lenda por alguns, só falo dele aqui em minha casa. O máximo que posso lhe dizer é que os mestres Zandor podem se transformar em animais assim como você. Até aí nada demais, trata-se apenas de manipulação da forma espiritual, truque simples depois de alguns anos no Mundo Espiritual. O que chama atenção é que em vida podem incorporar os espíritos da natureza, das feras, o que lhes gerou as lendas de serem capazes de abandonarem sua forma humana e se tornarem animais. Já pensou incorporar uma criatura selvagem? Perguntou pagu.

- Você é um feiticeiro Zandor também?Indaguei.

- Não, o conhecimento deles eu arranquei de um Zandor à força. Primeiro exigi que me fizesse seu discípulo, quando ele se recusou, eu o seqüestrei e torturei por meses até arrancar tudo que podia dele. Por fim, arranquei sua cabeça.

Enquanto falava, a bengala de Pagu voltava a ser uma cobra. Ela subiu lentamente no sofá de seu mestre e ficou na parte mais alta, olhando para o lado. Pagu continuou:

- O encontrei depois do meu tratamento, aos poucos fui sendo seu discípulo, dessa vez por vontade dele, ainda assim não me intitulo de Zandor, ainda não sou digno.

Um dos criados de Pagu veio até mim, deu-me um livreto marrom.

- Era seguramente literatura medieval: os desenhos, o papel, lembrava os manuscritos de mestre Valmont. Parecia um manual, com anotações em francês e ilustrações de demônios, pessoas deitadas cruzes etc.

- Isto é parte da história. Nos campos repletos de escravos e brancos circulavam literaturas como essas. Literalmente manuais de instruções com práticas de proteção contra doenças, ou de como causá-las. Estas pequenas obras vulgarizavam a medicina e a magia, acabaram sendo transmitidas oralmente como crendice popular, neste processo muito da essência se perdeu.

Maurice, um dos criados de Pagu (um dos mais estúpidos diga-se de passagem, chamado “carinhosamente” por seu mestre de “Burrice”) começou a mexer com a cobra negra sob a cabeça de seu mestre. Em francês Pagu ordenou que parasse, então Maurice se ajoelhou e ficou quieto. Enquanto outro criado (François, creio eu, ainda não decorei o nome de todos) surgiu com outra garrafa de rum, levando a vazia.

Nisso Maurice acenou novamente para a cobra, brincando com ela. A cobra num salto brusco, mordeu o infeliz no rosto, e então os dois caíram rolando no chão. Pagu os ignorou, e simplesmente continuou a conversa enquanto Maurice gritava e rolava com a cobra lhe mordendo fortemente o nariz:

- Embora seja uma linha poderosa de magia o vudu está perdendo força, sua essência.

Eu ainda não conseguia tirar os olhos da cobra e de Maurice no chão, mas ainda assim Pagu não se movia em relação ao caso.

- Ahn, você acha? Respondi retornando ao assunto.

- Sim, infelizmente por força das autoridades do mundo físico o vudu tem ganhado uma roupagem mais leve, muitos aspectos dele estão sendo deixados de lado para agradar os brancos. Eles invadem meu país há séculos, o violam como uma puta desgraçada, mas sugerem que o cristianismo deva ser implementado em todo Haiti. Eu estive nessas reuniões de reconstrução do país. Há militares brancos, líderes católicos, protestantes, até anglicanos, mas não há nenhum líder vudu nessa comissão. Ainda assim, Deus tem um plano certo? E eu prometi não praticar o mal novamente.

- Pagu, sua cobra...

- Sim, sim, já entendi.

E com um estalar de dedos de seu mestre, a cobra se tornou madeira novamente, caindo rígida no chão.

- “Burrice” levantou-se com o rosto inchado, ainda assim sorriu pra mim, ergueu a bengala e a entregou a seu mestre, por fim, saiu curvando-se da sala.

- Vamos passear um pouco, está na hora de conhecer os detalhes dos rituais do vudu.

“Eis os recém nascidos dos espíritos,
Ei-los aqui!
Observe os recém nascidos que vão ser consagrados,
Eis os recém nascidos dos espíritos!”

- Canto Vudu de iniciação

Com sua bengala Pagu fez com fossemos levados a outro lugar, um templo, semelhante a um terreiro de umbanda/candomblé. Haviam pessoas lá, um local a céu aberto, todos unidos em um círculo, vestidos de branco, ao redor de um tronco colocado propositalmente no centro.
Eu já havia estado em um ritual vudu em New Orleans, agora tinha certeza que estava no Haiti.

- Estamos no Perisltyle, seria o equivalente ao terreiro de candomblé. O tronco que está vendo é o Polo Mitan, é por ele onde descem os espíritos.

- Nunca vi um tronco no meio de um terreiro.

- Porque você sempre freqüentou terreiros de Umbanda, o vudu é mais próximo do Candomblé, lá você verá um tronco.

Batidas de tambor, algo dentro de mim desperta, Pagu percebe.

-Ah! Nada como a batida primitiva dos tambores não é cabelos dourados? Venha aqui, veja: os panos presos ao tronco. São convites aos espíritos, as cores agradam a cada entidade, de acordo com a linha do praticante. Os seguidores do vudu são chamados de vodouisant.

- Estes, disse pagu apontando dois jovens- são housins, os iniciados, as roupas brancas não são apenas parte do ritual, mas também uma referência as roupas usadas pelos negros escravos. O ritual que vemos hoje é o ritual Mambo.


Vejo pessoas dançando, bebendo rum, por fim um dos dançarinos incorpora uma entidade. Ela prontamente recebe uma galinha, não sei se está viva ou morta, ainda assim a entidade não parece se importar: arranca um pedaço dela com uma mordida, mastiga e abraça o Hougan, depois recebe rum dele e caminha ao redor do Polo Mita sendo saudado pelos fiéis. A cena é impossível de não ser comparada a um terreiro no Brasil.

- Uma vodouisant parece me ver, ela dança ao meu redor, seus olhos arregalados, então diz “Diable”. O diabo. E visto o que os brancos fizeram ao seu povo ela não está tão errada.

Depois outra mulher recebe um cesto, tira de lá uma cobra, coloca-a próxima ao rosto, então quando ela é tocada pela cobra parece entrar em transe. Pagu volta a falar:

- Segundo a lenda vudu, os primeiros homens criados eram cegos então a serpente Damballah deu a visão à espécie humana. No ritual é dado a ela visão especial e poderes sobrenaturais.

- Devemos ir, não quero irritar as entidades que estão vindo, e nem devemos atrapalhar o rito.

Ele estava certo, partimos.
Estamos agora em uma casa simples, também pode ser facilmente confundida com as favelas do Brasil. Um homem reza, usa roupas de padre, parece estar se preparando para uma missa.

- Este é um père,é um padre-vudu. Ele fez o seminário católico mas, não se tornou padre, são muito comuns no Haiti.

Então ele sai de sua casa, caminha para fora, aonde pessoas o esperam, um casal traz uma criança no colo, há uma mesa que serve de altar improvisado, com um pote e uma caixa no chão.


O padre entoa cânticos, então em um determinado momento passa um cordão na cintura da criança, pega um líquido pastoso de dentro do pote e passa no bebê. Em seguida tira da caixa que estava no chão uma carcaça de um animal morto, seu estado de decomposição é tamanho que não consigo identificar que animal era.

- É um batismo vudu, o cordão é mágico, pra protegê-lo, o líquido são baratas espremidas, como se fosse uma cola, e a carcaça de burro é colocada como armadura, agora o padre entoa que isso é tão nojento que as mulheres vampiras não vão desejar a criança.

Ficamos assistindo o ritual, aproveito que não podem nos ver e pergunto:

- Todos haitianos fazem isso?

- Pode-se dizer que sim, até os que negam fazem. Sempre foi assim em toda história do Haiti. Meu país foi o primeiro da América latina a se declarar independente, isso foi em 1804. Meio milhão de negros e mulatos revoltosos sob o comando de Toussaint L’Ouverture! Mas infelizmente só queriam ser uma nova França, queriam ser a mesma coisa que seus senhores, estar no lugar deles, então usaram o mesmo discurso dos brancos: “Vudu é um atraso no Haiti.” Dá pra acreditar nos próprios negros rejeitando o vudu? Pelo menos o discurso era esse, em suas casas de estilo europeu continuavam a praticá-lo, mas o negavam publicamente.
Queriam ser europeus. Vai ver por isso deu tão errado. Em 1806 o Haiti perdeu seu líder e ex-escravo Jean-Jaques Dessalines, foi deposto e morto, um castigo por negarem sua origem.

O Haiti ficou separado por líderes em pontos isolados do país até Jean-Pierre Boyer unificar o país em 1820. Só na década de 20 com a chegada dos americanos, os Haitianos voltaram a procurar sua identidade e olhar para seu passado africano, e o vudu voltou a ser pregado orgulhosamente como religião, embora em 1940 houvesse forte campanha contra a prática do vudu. Até por fim ser reconhecido em 1987 na constituição, do mesmo modo que o crioulo, a língua vinda da mistura do idioma indígena africano e francês. Quase um vudu falado.
Está entendendo?

- Sim, mas não conhecia nenhum dos nomes que citou, mas não escutei você falar no Papa Doc.

Ah sim! François Duvallier, o Papa Doc! Ele só começou sua ditadura em 1957, dizia ter entidades do Vudu a seu serviço, e falava para qualquer um ouvir que o assassinato de Kennedy foi encomendada por ele em um terreiro vudu. Sabia como causar medo, não é à toa que ficou no comando até a morte, em 1971. É uma das carcaças podres mais desejadas do vudu. Eu mesmo ia adorar um pedaço do seu cadáver! Aliás, vamos visitar sua tumba!

Antes que pudesse protestar já estávamos de frente para a tumba. Um pouco longe dela, mas dava para entender o motivo: haviam seres disformes próximos a tumba, como se esperassem alguém se aproximar, então apenas observei mais uma vez.

É uma tumba com uma espécia de pirâmide na frente com escadas laterais, em cima há uma porta em forma de cruz e uma placa com dizeres que da distância que estava parecia ser o nome verdadeiro de Papa Doc.

- Sabe, você é vivo e anda no espiritual, podíamos bolar um plano e você me conseguiria um pedaço do Papa, o que me diz?

Olhei para Pagu, que imediatamente entendeu que minha reposta era um claro “NÃO.”

- Tudo bem, não custava perguntar certo? Já que estamos aqui deixe-me mostrar mais coisas.
Vê os demais túmulos? No vudu temos duas almas: Gros bon ange o “grande anjo bom”. Seria o nosso corpo astral, que sai do corpo enquanto se dorme ou em transe. A segunda alma chama-se Petit bon ange o “pequeno anjo bom”. Essa alma protege e guia o adepto. Quando a pessoa morre, ela permanece por alguns dias guardando o corpo. Após nove dias depois do enterro, é realizado um ritual para afastá-la. O petit bon ange depois de partir se transforma em algum objeto ou animal, geralmente uma grande serpente e após a transformação deve-se continuar os rituais de sacrifícios e cerimônias dos parentes. Se por algum motivo a família do morto não continuar com os ritos fúnebres, a vingança da petit bon ange se voltará contra eles.

Pagu pegou uma porção de terra então me mostrou.

- Terra de cemitério! Quem quer fazer mal a alguém tem de vir a meia noite com oferendas, depois pegar um punhado de terra e espalhá-la por onde o alvo do vudu andar. Também usa-se pedra de túmulos, elas servem como um alvo, geralmente são jogadas nas portas e janelas da casa da vítima, então ela começa a adoecer e ter problemas na sua vida. Este é um exemplo de vudu feito por bokors.

-E como se proteger? Pergunto.

-Se você tem uma fé, um credo muito forte as chances de ser afetado são poucas, ainda assim se perceber algum sintoma estranho é bom procurar ajuda médica depois espiritual. Banhos de arruda e sal grosso do pescoço pra baixo ajudam, e sempre de noite pelo menos uma vez por semana beba água com sal antes de dormir, isso limpa o corpo e o vudu perde força.
No caso de crianças, limpe a casa e o quarto aonde elas dormem, passe também arruda e sal grosso no chão, troque sempre as roupas de cama e queime ou urine sob qualquer coisas suspeita ou que não existia antes e surgiu do nada. Há quem coloque feitiços em roupas e brinquedos, o mesmo destino eles devem ter: urina ou fogo, melhor ainda os dois.
Ah sim, vampiras adoram cabelos molhados, recém limpos, crianças não devem dormir nunca de cabelo molhado, nem andar na rua com o cabelo molhado por volta das 6 horas, é o período de transição entre dia e noite, muitas criaturas da noite estão despertando, inclusive as vampiras.

Pagu andou mais um pouco então mostrou um osso.

- Ossos! Outra poderosa ferramenta vudu! Usada muito para adivinhação, assim como os búzios!

- Porque ossos e não cartas por exemplo?

- Porque ossos fazem parte de um ser vivo! Ossos falam igual seus donos! Para adivinhações simples pode-se usar ossos de animais pequenos, como galinhas, para adivinhações mais poderosas pode-se acrescentar ossos de feiticeiros mortos, e até de bebês mortos sem um batismo, chamamos estas crianças de zumbis lutins que captam poderes com facilidade.

-Então é só juntar ossos e pronto?

- Nâo, deve-se consagrar os ossos e pedir iluminação a sua entidade protetora, isso serve para qualquer prática vudu, seja qual for. Você deve sempre dispor de um horário pré determinado, e se comprometer com este horário ao culto vudu, usar vestes rituais, de preferência branco, então só depois de entrar em sintonia, deve-se começar as práticas mágicas.

O mestre vudu subiu em um túmulo, e começou a falar mais alto, vi que próximo de nós se agrupavam algumas pessoas, provavelmente mortas. Tanto eu quanto ele não nos importamos, ele continuava:
Para a realização de uma boa magia necessitamos meditar e ter uma boa concentração, só assim entramos em sintonia com as energias mágicas, e só assim poderemos dosar a quantidade de magia envolvida no feitiço. Só através desses passos que desenvolveremos a DISCIPLINA necessária para mexer com o vudu, a disciplina nos limita ao que importa, a nos concentrarmos na magia, nos abster de sexo e comer somente o necessário, uma vez ao meio dia outra a meia noite, de resto apenas água.
Alguém despreparado pode acabar matando a si mesmo pois ao desejar o mal para alguém este mal retornará muito pior a ele.

Só assim poderemos ter contato com espíritos antigos, como os espíritos guias da família que ficam por perto dos parentes por gerações, enquanto alguns outros espíritos podem até sugerir matrimônio com um vivo, se for realizado o casamento um vodousaint incorpora a entidade, por fim o père realiza o casamento. Após se casar com um espírito, o praticante deve respeitar seu desejo e passar um dos dias da semana sozinho, sem sair com ninguém.

Além disso há dias meses e horas favoráveis para a prática, e é aqui que entra parte da herança européia, tanto pra o bem quanto para o mal. Alguns conceitos da cabala foram trazidos para o vudu, para a criação de proteção por exemplo utiliza-se os anjos cabalísticos, então é criado um escudo mágico através de um ritual, aonde se desenha no chão um círculo com o nome do anjo dentre outras coisas.

- Ossos, cabala, zumbis, o que mais se usa no vudu? Ah sim, tem o boneco vudu também!

Risos.

- Achei que não ia perguntar do boneco.

Algumas pessoas se aproximaram mais ainda, uma delas tentou me morder, então dei um salto para trás e me transformei em cobra.
Imediatamente surgiram gritos, e o cemitério em instantes ficou vazio como se todas as almas de lá sumissem.

- Serpente estúpida!-gritou Pagu- você espantou minha platéia!

- Sua platéia tentou me morder!

- Ah sim ai você resolve se transformar em Damballah! Nem se fosse o Barão os infelizes iam sentir tanto medo!

- Sou uma naja!

- A porcaria de uma cobra se transformando na frente deles vai ser sempre na sua mentalidade a serpente Damballah!

- Desculpe mas eu não vou ser mordido por um morto-vivo!
Pagu abaixou a cabeça, desolado. Desceu do túmulo, enfim bateu com seu cajado no chão. Voltamos para sua casa, eu ainda na forma de naja.

- Um dos criados nos esperava com duas garrafas de rum em uma bandeja, mas ao me ver derrubou tudo e se jogou no chão.

- Damballah! Ó grande Damballah!

Pagu visivelmente irritado gritou com o criado por ter quebrado as garrafas, depois virou-se para mim e “educadamente” pediu que voltasse a forma humana.

- Chega de serpente, maldição! Você pode voltar a sua forma branca e feia?

Ri com aquilo e retornei a forma humana.

Nos sentamos, ficamos em silêncio, acabamos rindo de tudo que tinha acontecido, por fim retomamos o assunto:

- Aonde tínhamos parado cabelo dourado?

- Materiais de vudu, bonecos.

-Ah sim sim, venha!

Caminhamos até a sala de estudos de Pagu, por fim uma porta se abriu no meio de uma das paredes; entramos por ela.
Havia uma mesa com pregos, e um desenho rústico na parede.

- Pregos! Muito bons também no vudu. Metal é um elemento poderoso. Na época da colônia e depois quando o Haiti era dividido por líderes em pontos diferentes, os Hougans colocavam pregos nas pegadas dos líderes pra afetá-los. Você viu também o uso de animais, mas são usados além de seus restos mortais, saliva, leite e outras coisas. Ah sim, aqui!

Havia em suas mãos um boneco. Um boneco vudu!

-Eis aqui um boneco vudu! Bom, diferente do que se diz, um boneco no começo era usado para o bem, para proteção da pessoa, era uma maneira de canalizar energia para o alvo, e também de confundir os espíritos que desejavam atacar a pessoa feita no boneco vudu. Era como por um sósia e ele atacar o sósia, mantendo o original a salvo. Mas, infelizmente o mesmo valia para o mal, então os bonecos começaram a ser usados para canalizar energia negativa para o alvo.

-De que é feito esse boneco Pagu?


- Cera, o melhor material sempre é cera ou pano, madeira também, mas varia do tipo, depois se mistura no boneco cabelo, unhas e coisas pessoais da vítima. Quanto mais próxima a semelhança melhor. Hoje em dia usam fotografias da vítima. Enfim, com isso há uma seqüência de agulhas que incorporam no processo de acordo com a ordem para o bem ou para o mal. Usa-se 9 agulhas, sangue de galinha para por o nome da pessoa, terra de cemitério, e como disse vestes pessoais da vitima além de cabelo, unhas etc.

- Ainda lutamos contra essas coisas ocasionalmente.

- Faça o que fizemos daquela vez, água com sal, e o resto que já lhe disse.

- Preciso ir meu amigo.

- Tudo bem, depois você aprende mais.

Então o abracei e agradeci pelo conhecimento. Sentei-me na poltrona, e devagar fui dormindo, para acordar no mundo dos vivos, e durante a viagem lembrei da última vez que fomos lutar contra o vudu.

Pagu entrara na casa de mulher gavião através de um portal feito por mim, olhamos para a casa, para ela e vimos que estava tudo relativamente bem, ela dormia em paz, mas estávamos preocupados com algum outro feitiço lançado por alguém. Pagu riu e disse “Escute e aprenda.” Por fim começou uma oração e suas mãos negras brilharam como um raio de sol.

- Deus todo-poderoso, faça com que os espíritos malignos e nocivos se afastem daqui por todos os séculos, amém. A cruz é minha glória e minha defesa, é meu estandarte e apoio, afaste de mim todas as armas cortantes de meu caminho. Todos os perigos, todas as doenças, todas as maldades, nos envolva em Seu manto protetor, amén.
Ri por um instante, embora a situação fosse séria.

- Qual é a graça cabelo dourado?

- Ela não gosta do cristianismo.

- Bom, faz parte do Vudu. Agora uma prece a São Lourenço:
“Lourenço resista. Eis o anjo que aparece à sua frente, São Lourenço, AMPASITOT, TOUVIOUS COTE SOUCOTE, AMÉM ZIDOR, POMMATIETHU, POMMONAUTO, proteja esta mulher, por nosso senhor Jesus Cristo”.

Saímos da casa, Pagu jogou ossos no chão, então fez desenhos no chão e entoou mais cânticos.

- Agora está tudo bem. Disse por fim.

Então eu acordei, mas sabia que nada fica bem para sempre. Nem ficará, o santo e o maldito sempre estarão a nossa espreita.

Considerações finais sobre a Prática do Vudu:

NÃO FAÇAM O MAL


Muitas pessoas julgam estar em dificuldades por causa de terceiros e se julgam na razão de utilizar recursos como a magia para causar dor para outras pessoas. Algumas vezes por inveja outras por vingança, querem que seu alvo sofra tanto ou mais do que elas, sendo que não se sabe o que foi feito no passado, então antes de atribuir seus males a outros, pense no motivo de estar sofrendo sem se fazer de vítima. Um dos maiores defeitos do ser humano é culpar a todos, menos a si mesmos.
Então cuidado antes de culpar a Deus por um ente querido que foi morto, pois em outra vida você pode ter assassinado uma outra pessoa, causando igual sofrimento a família da vítima, motivo pelo qual você está sendo punido agora e sentindo a mesma dor que inflingiu. E NUNCA será esquecido o mal que você fez, seja por vingança ou por inveja.
Na frente de Deus Ele não vai acreditar em suas tolas palavras.

Como se defender de vudu:

Beber água com sal várias vezes ao dia;

Banho de arruda e sal grosso do pescoço para baixo, depois do banho de asseio;

Limpar a casa com água e arruda e jogar sal grosso nos cantos da casa, entradas e saídas;

Acender vela e pedir proteção ao Anjo da Guarda e Santos protetores.