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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Para onde vamos quando morremos?

Escrito por Xamã


“Não sabeis vós que sois o templo de Deus
e que o Espírito de Deus habita em vós?”.
(1º Coríntios 03:16).


Para onde vamos quando morremos? Eis uma das dúvidas existenciais mais comuns, a qual você provavelmente já se perguntou ao menos uma vez na vida.
Bom, antes de entrarmos nessa questão, precisamos saber o que acontece conosco ao desencarnarmos.
 Independente de que forma ocorra sua morte, a primeira parte óbvio, trata da separação do corpo físico do espiritual, sua alma vai seguir em frente, seu corpo não, ele irá se decompor. Do pó vieste e ao pó retornarás, fim do jogo, pelo menos neste plano de existência.
Imediatamente o processo de desencarne, somos alçados em outra dimensão, também física mas invisível e inaudível a maioria das pessoas comuns neste plano de existência.

Ainda apegados a matéria teremos um corpo semelhante ao antigo, feito de um fluído semi-material, chamado no espiritismo de periespírito.




Perispírito é o nome dado por Allan Kardec ao elo de ligação entre o Espírito e o corpo físico. Quando o Espírito está desencarnado, é o perispírito que lhe serve como meio de manifestação. É o que o Apóstolo Paulo chamava de corpo espiritual (I Coríntios, XV,44).
Ainda falando sobre o perispírito vamos a um trecho do Livro dos Médiuns:


“Há no homem alguma outra coisa além da alma e do corpo? “Há o laço que liga a alma ao corpo. De que natureza é esse laço? “Semimaterial, isto é, de natureza intermediária entre o Espírito e o corpo. É preciso que seja assim para que os dois possam se comunicar um com o outro. Por meio desse laço é que o Espírito atua sobre a matéria e reciprocamente.      O homem é, portanto, formado de três partes essenciais: o corpo ou ser material, análogo ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital; a alma, Espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação; o princípio intermediário, ou perispírito, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo. Tais, num fruto, o gérmen, o perisperma e a casca.”
A forma física ainda rege o formato do perispírito mas com o temo podemos nos livrar dos hábitos físicos e evoluirmos,  pois quando encarnados, percebemos o mundo através de nossos sentidos, vemos pelos olhos, escutamos pelos ouvidos, o tato pela pele e assim por diante. Os Espíritos ainda apegados à matéria, ao desencarnarem, continuam percebendo o plano espiritual pelos órgãos do perispírito, não por necessidade, mas por condicionamento. À medida em que evoluem, podem perceber tudo ao redor de si por todo o seu perispírito, sem precisarem de um órgão, e pelo mesmo motivo podem ver e ouvir a qualquer distância ou ler os pensamentos, conforme a sua vontade. Isso me lembra um diálogo com um espírito:


 - Como trazes o objeto? Será segurando-o com as mãos?             
 - Não, envolvo-o em mim mesmo.


Ao entramos em uma nova dimensão, com um corpo novo semelhante ao antigo, a essa altura deve estar se perguntando que dimensão e aonde fica. Bom, isso vai depender única e exclusivamente de você. Quando o Espírito está encarnado, o perispírito serve como elo de ligação entre o Espírito e o corpo. Desencarnado, o perispírito faz o papel de corpo com o qual o Espírito se manifesta:   

“Como podem os Espíritos, não tendo corpo, comprovar suas individualidades e distinguir-se dos outros seres espirituais que os rodeiam? Comprovam suas individualidades pelo perispírito, que os torna distinguíveis uns dos outros, como faz o corpo entre os homens.” (O Livro dos Espíritos).



Há quem ainda insista em ficar neste mundo, fazendo as mesmas coisas de quando estava vivo, ainda se metendo em assuntos terrenos do qual não faz mais parte, ou simplesmente se recusando a aceitar sua morte, até por fim um dia aceitar a verdade e seguir em frente. No filme "Sexto Sentido" é mostrado muito bem a situação de um desencarnado que não aceita/entende que morreu.


Na terra possuímos 7 níveis espirituais, do menor para o maior (daí a expressão sétimo céu), e de acordo com seu grau de evolução, sua vibração com o resto do mundo, você irá para uma delas.
Mas voltando aos planos de existência após a morte: para qual deles vamos? Como escrevi acima depende de você como pessoa, ou seja, o que você fez/procurou em vida é o que vai ter em sua pós vida. Se você era inclinado a uma vida religiosa encontrará isso, se vivia em festas e em brigas é o que terá.
Vamos a um exemplo bem simples: Porquê um viciado em álcool quando pode retorna imediatamente a um bar? Porque a natureza dele o impele a isso. E é exatamente sua vontade que vai levá-lo aonde quer que seja no processo de desencarne. Após sua morte você mantém seu livre arbítrio, pode ir para onde quiser, mas devido a natureza humana cada um irá para um lugar diferente. 

Uma das coisas que diferem este plano do outro é o fato de que as cidades e lugares são separados por interesse, e não por geografia, daí existirem lugares como o Vale dos Suicidas e a colônia Nosso Lar, totalmente opostos, ambos habitados por humanos mas com níveis de consciência totalmente diferentes. Quando você desencarna você vai seguir de acordo com o que você como pessoa vibra. Se é uma pessoa dedicada a caridade vai encontrar guias à sua espera para orientá-lo no seu desencarne, talvez um amigo ou ente já desencarnado, mas se  for aquele tipo violento encontrará violência do outro lado, tudo vai depender de você.
“E se eu mudar meus hábitos?” Bom, talvez seja um medo de ir para um lugar ruim, ou apenas vontade de ser alguém melhor. Não importa, o fato é que você pode mudar sua postura, pedir ajuda após sua morte e então você será ajudado, mas esse pedido deve ser de coração, só assim será ouvido e claro, atendido.

Os suicidas



Assim como nos perguntamos para onde vamos após a morte muitos devem se perguntar para aonde vão os suicidas. Eu pretendo escrever mais tanto sobre perispirito quanto dos suicidas, mas vamos responder de uma maneira resumida: via de regra quem comete suicídio vai para o vale dos suicidas, não por ser “jogado” para lá mas pela sua própria ação. 



Seguramente o pós – vida de um suicida é mais doloroso do que alguém que sofre um trauma severo na sua morte. O motivo? Bom, temos de entender a lógica de quem se mata: seja qual for o motivo, no final tudo se transforma numa dor enorme, brutal, uma dor tão grande que faz com que a morte pareça um alívio, o que não é.
Ao acordar e perceber que ainda existe, que sua existência ainda se faz presente a dor que causou sua morte é maximizada então o suicida sofre mais do que sofria em vida, ficando alheio a tudo, inclusive a ajuda de fora.
Claro que ainda existe como ajudar, orações são poderosas e não é diferente neste caso, um pedido de ajuda a um suicida será sim escutado e atendido.

Há casos aonde o suicida pode ser “resgatado”. Pessoas que sofriam de distúrbios mentais e não tinham plena consciência de seus atos, ou aqueles que foram manipulados por terceiros (que por isso terão seu carma cedo ou tarde) até enlouquecerem de tal forma que se mataram geralmente são socorridos por grupos à sua espera ou que os resgatam do vale dos suicidas. Que fique bem claro: este “tratamento diferenciado” é dado pelos motivos acima, o que é muito diferente de uma morte provocada por uma pessoa que se mata deliberadamente.



Perto do fim


Mesmo sendo um texto resumido falando sobe uma dúvida existencial, talvez você, que está lendo estas linhas esteja chegando ao fim da sua jornada na Terra, ou tenha alguém que esteja partindo. Bom, não vou dizer “não tenha medo”. Tudo que é desconhecido nos amedronta no início, mas entenda que vivemos e morremos várias vezes, a morte é um renascimento, não uma inimiga ceifadora maldita, mas sim o fim de um ciclo e início de outro.

Eu muitas vezes amaldiçoei a Deus, quando não tinha casa, comida, quando era agredido enfim, quando não está tudo bem sempre a culpa é Dele e de todos, menos nossa. 
Ore, reflita e acima de tudo CONFIE em Deus, ele em um plano para todos e mesmo que agora você não se sinta privilegiado ou até mesmo maldito, entenda que você não é exceção.
Não negue a existência de alguém amado que partiu, se era alguém tão especial óbvio que essa pessoa ainda está viva, não como estava acostumada a viver, mas acredite ela está lá. Tenha essa certeza em seu coração, independente de sua fé/religião, Deus está com você em todas as horas, não será diferente no “fim”.

O Reino de Deus está dentro de você e ao seu redor, não em templos de madeira e pedra. Corte um pedaço de madeira e lá estarei, levante uma pedra e me encontrarás.


quarta-feira, 30 de março de 2011

O Suicídio


Me ocorreu este tema, após ver a morte de uma atriz recentemente nos canais de comunicação.

No bilhete de despedida, além de se desculpar com os filhos pequenos, culpava algumas pessoas pelos seus infortúnios da vida e que agora partia para se encontrar com o noivo, que havia se suicidado poucos meses atrás por causa de drogas. Queria encontrá-lo do outro lado da vida e trabalhar como guia espiritual.

Mais confuso e obtuso, difícil.

Não estou aqui para julgar o caso, e nem posso. Sou humana como todos e tenho muitos defeitos também.


A vontade de se "desligar" desta realidade sempre existe quando passamos por momentos difíceis, perdas de entes queridos associados a depressão, dependência de drogas e frustrações.
O problema é que nesas horas, vibramos de forma extremamente negativa e assim, acabamos atraindo entidades baixas, obsessoras, vampirescas e até alguns pequenos demônios.
Todos querem um naco de carne, de energia, nos sugam e ajudam a terminar de nos destruir.
Somos o que vibramos. Se temos pensamentos ruins, pessimistas, de ódio, raiva, rancor e morte, atrairemos entidades simpatizantes a esses sentimentos.

Se apesar das dificuldades, queremos seguir em frente, queremos ser otimistas, estamos lutando, e ainda ajudando aos outros, guias espirituais elevados, entidades benéficas e até anjos podem nos ajudar a passar pelas interpéries da vida.
Tudo depende de que tipo de companhia queremos para perto de nós.


Do outro lado da vida, infelizmente ninguém passa a mão na cabeça de suicida.
O investimento de uma vida encarnada na terra, é muito grande. Começa com a escolha dos pais, escola preparatória para encarnar. Ajuda de entidades superiores para fazer a passagem para o mundo vivo sem problemas e com saúde, guias auxiliando nas escolhas e protegendo das más ações o tempo inteiro, a vida toda.

Quando a pessoa, desgostosa e frustrada acha mais fácil, se "desligar", a frustração dos guias e entidades benéficas que ficaram ao lado dessa pessoa a vida inteira é muito grande, e boa parte meio de vira as costas para ajudar quem realmente está precisando e querendo ser ajudado na terra.


Daí quando o suicida desencarna, torto, sem auxílio e sem ninguém querido para receber-lo, acaba caindo em níveis muito baixos, com mais desencarnados suicidas, perdidos em suas confusões mentais, entidades obsessoras, entidades vampirescas e demônios.

O inferno? Não sei, mas com certeza não é um local agradável.
Pessoas que desencarnam de morte natural, mas também estão confusas com seus sentimentos e vibram muito forte sentimentos de rancor, ódio, depressão e vingança podem também acabar nos níveis mais baixos como os suicidas.

É simples: Diga-me como tu pensas e te direi para onde vais.

O suicídio é um atraso na evolução do espírito. Ele perde as oportunidades em terra de evoluir com seus proprios erros e crescer. Todos nós temos momentos bons e ruins. O importante é saber aproveitar os momentos bons, os amigos e pessoas queridas.

Tudo passa. Se demora demais para passar, acenda uma vela e peça proteção, peça para que te guiem e clareiem o seu caminho.
Os guias estão perto de nós o tempo todo e as vezes só esperam a gente abrir a porta para eles poderem entrar e ajudar.

A vida na terra é um presente precioso, caro e necessário.

Usufrua sem moderação.


O personagem de Robin Willians procura desesperadamente sua esposa, suicida, que foi parar nos níveis mais baixos da espiritualidade. Apesar da sua esposa estar numa profunda depressão por ter perdidos os dois filhos adolescentes e depois o marido em um acidente, nada atenuou o fato de ser uma suicida e ter tirado a própria vida para se desligar da dor.
Do filme "Amor além da Vida".