domingo, 19 de junho de 2011
Livre Arbítrio existe???
sábado, 18 de junho de 2011
O Mistério dos Sonhos
Não me assustei, apenas levantei da cama, caminhei com água até a cintura e fechei a torneira.
Olhei para o banheiro e caminhei pelo resto da casa, cheia de água, porém tudo estava vazio e eu só, nada de móveis ou pessoas.
Pensei em abrir a porta para que a água esvaziasse a casa. Com muita dificuldade consegui abri-la, mas a água saiu de forma tão violenta que eu caí.
Então acordei.
Bem, este foi meu primeiro sonho premonitório.
Tinha muitos sonhos estranhos, sempre tive e já aceitei que até a minha morte eu vou tê-los, mas esse sonho em especial eu me lembro até hoje, devia ter uns 5 anos, e sempre lembro da cena. Água invadindo casa (ou casa alagada, dá no mesmo), é sinal de mudança de residência.
Toda vez que tenho esse tipo de sonho acontece de eu me mudar.
Você não precisa ser médium, telepata, místico, na verdade não precisa ser nada se quiser. Os sonhos acometem ateus e devotos, Nietzsche sonhava, assim como José. A própria ciência mostra que se não sonhasse, o homem morreria mais cedo.
Porque Sonhamos
Sonhar é uma questão de saúde antes de tudo, como escrevi acima, é uma necessidade natural do ser humano.
A doutrina espírita acredita em basicamente três tipos de sonhos:
Fisiológicos (você dorme com frio, então sonha que está na neve);
Psicológicos (medos e preocupações do dia-dia);
Espirituais (aonde entramos em contato com os guias espirituais).
Ou seja: sonhamos desde premonições a fatos do dia-a-dia que acabam aflorando quando dormimos (preocupação com contas, ou o pesadelo de um acidente por causa da apreensão de um filho indo viajar sozinho etc), até de fato conversas com nossos guias espirituais, que podem nos aconselhar e até nos alertar/preparar sobre algum acontecimento futuro.
Alguns estudiosos do tema acreditam que muitas vezes tais avisos, venham através de simbologias (como os sonhos das vacas magras do faraó, interpretados por José), não porque é algo “místico” mas por causa da dificuldade em fazer a transposição de uma experiência extra-corpo (livre da limitação carnal) para o cérebro físico, adaptado apenas para captar através dos 5 sentidos.
Ainda assim alguns sonhos premonitórios (também chamados de proféticos) podem vir de forma clara, através da onirofania, “uma mediunidade especial que permite o registro objetivo das experiências vividas no mundo espiritual durante as horas de sono.” Conforme diz o espírita Richard Simonetti (um pouco do seu trabalho aqui ).
Sonhos Premonitórios
Ainda citando Richard Simonetti, muitas pessoas temem os sonhos premonitórios, principalmente os de “mau agouro” achando que isso é algo ruim. Assim como ele, concordo que os sonhos premonitórios vem para o bem:
“Vêm para o bem [os sonhos premonitórios], a fim de que a pessoa se prepare e tenha a convicção de que o acontecido não foi fruto de circunstâncias fortuitas. Era algo programado, envolvendo o resgate de seus débitos cármicos.”
Porém, lembre-se:
Resolvi dedicar uma parte do texto exclusiva a ele, pois sem dúvida trata-se de uma história interessante que sempre me chamou atenção.
O primeiro livro de sonhos que tive acesso era um guia com uma lista dos sonhos e seus significados, muito útil e realmente bem esclarecedor, nele contava sobre o presidente americano Abraham Lincoln, que havia sonhado com a própria morte.
Anos mais tarde pude fazer uma pesquisa mais apurada e descobri que além de ter tido um sonho premonitório, Lincoln sempre esteve em contato com o espiritual.
Carl Sandburg (escritor e historiador americano), em sua obra conta:
O próprio Lincoln demonstrava sinais de que era muito espiritualizado, como demonstrou em carta a um amigo:
Um médium?
Ou um homem tão a frente de seu tempo que entendia haver algo mais do que nosso mundo?
Os dois na minha opinião.
“Parece estranho o quanto existe na Bíblia acerca de sonhos. Há, penso eu, uns dezesseis capítulos do Velho Testamento e quatro ou cinco no Novo em que se mencionam sonhos. E existem várias outras passagens dispersas que se referem a visões. Se nós acreditamos na Bíblia, devemos aceitar o fato de que, nos velhos tempos, Deus e seus anjos vieram até os homens, durante o seu sono, e fizeram com que, em sonhos, de si próprios tivessem conhecimento. Hoje em dia os sonhos são encarados como simples tolices e raras vezes contados, a não ser pelas mulheres velhas e os jovens apaixonados.”
Assustada com o tom do marido ela insistiu na conversa, então Lincoln revela seu sonho:
" Há uns dez dias recolhi-me muito tarde. Pouco tempo depois de estar deitado cai em sonolência, pois estava fatigado e, em breve, comecei a sonhar. Parecia haver, à minha volta, um silêncio de morte. Subitamente ouvi soluços convulsivos, como se muitas pessoas estivessem chorando. Julguei ter deixado a cama e que vagueava pelo andar inferior. Aí o silêncio foi quebrado por doloridos soluços, embora os pranteadores estivessem invisíveis. Andei de sala em sala. Não havia á vista, qualquer pessoa viva, mas, por onde quer que passasse, esperavam-me os mesmos lamentos de dor. Todos os móveis me eram familiares. Onde estavam, contudo, aquelas pessoas que assim se lamentavam como se seus corações estivessem dilacerados? Sentia-me, em verdade, confuso e alarmado. Que significaria tudo aquilo? Decidido a descobrir a causa do mistério continuei perambulando até a Sala Oriente. Entrei. Ali me esperava uma surpresa macabra. Diante de mim erguia-se um cadafalso, no qual repousava um cadáver envolto a vestes fúnebres. Em volta perfilavam-se soldados, fazendo guarda, e uma enorme multidão. Alguns contemplavam lamentosamente o corpo cuja face estava coberta.
Outros soluçavam piedosamente.
Quem morreu na Casa Branca? - perguntei a um dos soldados.
O Presidente. – Fora a resposta - Ele foi assassinado.
Da multidão veio, então, uma explosão ruidosa de dor, que me despertou do sonho. Não dormi mais naquela noite e, se bem que se trate de um sonho, desde então encontro-me estranhamente indisposto.”
Alguns dias depois os amigos, preocupados, ainda o cercavam com medo das palavras do presidente, então certa vez ele respondeu:
“Bem eu creio que o Senhor, em seus altos desígnios, tudo disporá como for melhor. Deus sabe o que nos convém!”
O corpo do presidente fora velado na sala oriente, assim como tinha sonhado.
Lincoln sabia o que lhe aguardava, desde sua eleição e com o tempo simplesmente teve uma visão mais clara do que aconteceria, mas sempre acreditou que havia algo depois da morte.
Em 1862 Lincoln já estava na Casa Branca, ano em que seu filho, Bill, desencarnou.
Nessa época o coronel Simon P. Chase (amigo íntimo do presidente com quem costumava conversar sobre o passado) contou que Lincoln sempre acreditara que seu filho Willie (como chamava a Bill) movia-se em torno dele, em sua forma espiritual.
E voltando-se para Chase perguntou-lhe:
“-Você nunca se pegou conversando com os mortos?”
O Coronel não respondeu e Lincoln prosseguiu:
"- Desde a morte de Willie surpreendo-me involuntariamente a conversar com ele, como se estivesse ao meu lado. E sinto que ele está ao meu lado!"
A morte é um recomeço.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Mediunidade Inconsciente
Todos somos seres espirituais, e em cada ser humano a mediunidade se manifesta em graus diferentes, podendo ser algo que sentimos ou apenas “impressões”.
Estava falando recentemente com um amigo que não via fazia tempo, entre uma conversa e outra ele me perguntou se eu ainda lia Edgar Allan Poe. Seus livros foram um dos primeiros que eu li em inglês, e na época que o conheci sempre tinha alguns livros dele na minha mesa.
Enfim, mais tarde lembrei de um conto do mestre do terror:
“THE NARRATIVE OF ARTHUR GORDON PYM OF NANTUCKET” (O Relato de Arthur Gordon Pym, no Brasil), que falava de um clandestino (Arthur) que depois de um motim e um naufrágio fica com um grupo de 3 marinheiros à deriva, que desesperados de fome e sede decidem que um deles será canibalizado.
“Sem oferecer resistência alguma, Parker foi esfaqueado às costas por Peters e foi-se de nós sem um suspiro. Evitarei narrar os detalhes do repasto pavoroso que se seguiu.”
O marinheiro em questão chamava-se Richard Parker, que junto com os demais tiraram a sorte no palito para ver quem seria morto.
O conto por si só já é assustador, porém em 1884, cinco décadas depois da publicação do livro de Poe, um crime chocou a Grã-Bretanha: Os três homens mais velhos do barco Mignorette (que havia naufragado) decidiram matar e comer o mais jovem deles.
O nome dele? Richard Parker.
Outro acontecimento intrigante:
Plágio do Titanic?
Não, o livro foi escrito em 1898, 14 anos antes do Titanic bater em um iceberg em sua viagem inaugural, e sua construção se iniciou em 1909.O livro também traz uma riqueza de detalhes muito parecidas com o Titanic e até os números técnicos são bem próximos. O mesmo Robertson escreveu mais dois livros intrigantes:
Em 1905 ele escreveu um romance em que um submarino tem um periscópio e reivindicou para si a invenção do artefato. O seu pedido de patente foi recusado, pois ficou provado que desde 1902 a Marinha americana trabalhava em um artefato semelhante, porém o trabalho era secreto.
Um ano antes de morrer, em 1914, Robertson em seu romance “Além do Espectro” descreve uma guerra entre os Estados Unidos e o Japão. No livro, os japoneses não declaram guerra antes de começar o ataque ao Havaí.
Desnecessário dizer que anos depois Pearl Harbor foi atacada por japoneses sem terem declarado guerra.
Claro que posso estar sendo tendencioso, mas os relatos e o modo como os exemplos acima decorreram podem indicar um verdadeiro relato de algo futuro que possa ter sido mostrado de forma inconsciente pelos autores, julgando ser apenas criatividade lírica.
Lembro do relato de um morador de rua aonde ele disse que nunca tinha pintado na vida, até que escutou uma voz dizendo que ele devia se levantar desenhar, então ele saiu desenhando a cidade toda, e o faz até hoje.
Meu padrasto morreu recentemente, não gostava dele por isso nunca contei nada aqui, mas lembro que na véspera de sua morte sonhei duas vezes que perdia meus cabelos, apareciam buracos na minha cabeça e de lá saía muito sangue. Na noite anterior a que ele morreu tinha feito os pratos que ele me ensinara a fazer, e fiquei falando dele para Valerie, ela estranhou e perguntou o que eu tinha já que nunca gostava de falar do meu padrasto.
Obviamente impressões, sinais, conversas que tiveram comigo no espiritual, que foram traduzidas em sonhos e lembranças.
A grande questão é saber interpretar de forma correta, e não deixar sua vida se transformar em algo puramente simbólico, ou deixar que qualquer coisa seja vista como presságio.
A vida é cheia de mistérios, cabe a nós decifrá-los e não complicar ainda mais.
domingo, 20 de março de 2011
O Médium e o Fanfarrão

Escrito por Xamã
“Você se acha especial? Acha sim.
Eu posso ver nos seus olhos.
Posso ver quando você ri para mim.
Quando me olha por cima, quando me cerca.”
- Limp Bizkit, My Way
No recente feriado de carnaval, passei na companhia da minha namorada Valerie. Entre conversas relembramos o caso de um rapaz conhecido dela, o Alex. Antes de começarmos a namorar, Alex vivia na casa dela, um legítimo fã de animes, um otaku.
Entre uma bobagem e outra, ele dizia que a casa de Valerie era mal assombrada, que lá existia uma criança havia sido morta e até hoje andava com um tiro na cabeça e blá blá blá. Nessa época ela namorava com outra pessoa, mas ainda assim Alex insistia em vê-la, até que por fim ia com ela para todos os lugares. Nisso começou a revelar fatos desconhecidos da minha namorada sobre ela mesma:
“- Você não é humana, é meio anjo e meio demônio! Você tem um demônio que serve como seu protetor, ele se chama Ceifador!”
Valerie ria.Não levava a história a sério e pedia para ele parar de falar besteiras. Mas dias depois voltou com mais uma "pérola", agora então sobre o namorado dela:
“- Valerie, seu namorado fez magia negra! Para salvar a vida dele você precisa terminar com ele, pois só assim o Ceifador vai se acalmar e deixar ele em paz! E como eu sou muito amigo do Ceifador ele disse que você tem de namorar comigo!”
Foi o fim da picada. Por educação ela deixava de dizer muita coisa, mas depois dessa ela falou tanta coisa para ele que por meses ficou sem dar sinal de vida. Quando Valerie enfim terminou seu relacionamento anterior, Alex apareceu do nada (na verdade todos os ex e pretendentes apareceram), mas até então ele não sabia que ela já estava comigo. Estávamos esperando um tempo para dizer aos conhecidos que estávamos namorando, então como Alex não sabia de nada, deu um pulo pra trás quando chegou na casa dela dando de cara comigo.
Apresentei-me a ele como namorado atual, então ele me respondeu:
“- Bom o Ceifador tem um recado pra você direto do além...”
Nem quis escutar o resto da marola. Eu odeio gente que trata o espiritual de forma tão desrespeitosa e vulgar. Geralmente ignoro esse povinho, mas juntei isso ao fato dele ficar em volta da mulher que eu amo, me irritei, fui até ele e o peguei pelo pescoço:
“- Um espírito evoluído diria que você é um irmão que está em uma fase incial de aprendizagem, e que eu não deveria julgá-lo. Mas eu não sou tão evoluído assim. Gente como você que inventa mentira pondo espírito no meio pra ver se arruma uma garota não merece nem pena, você é ridículo! Apareça aqui de novo e eu vou te mostrar um demônio de verdade seu m...!”
Quando o soltei, ele saiu correndo e nunca mais o vimos. Outro dia no no Msn ele dizia a amigos que (pasmem!) ia em viagem ao Egito dar aulas de simbologia! Claro que com algumas perguntas ele foi desmascarado.
Daí sumiu de vez. Isso foi há meses atrás. No carnaval recebemos um amigo meu, Antônio (meu colega de trabalho e otaku também, mas não tão exagerado). Entre conversas lá e cá veio o assunto do Alex. Contei que ele dizia ver coisas, falar com espíritos e que via as pessoas não humanas (caso da minha Valerie, meio anjo e meio demônio hehehe), entre outras "pérolas".
“- Ele é da Liga da Justiça.” -disse Antônio.
“- O quê?”
“- Cara, sempre tem um babaca que diz ter "poderes". Então a gente (otakus e nerds em geral) diz que ele é membro da Liga da Justiça.”
Antônio tem uns acessos típicos de Otaku: inventa umas brincadeiras sem graça, mistura coisas de animes na vida real etc, mas nunca o vi exagerar nesse ponto, e a piada da "Liga da Justiça" ficou perfeita, uma boa sacada.
Não sei nem o porquê de eu ficar tão chateado com isso. Na verdade sei: O mundo espiritual vem sendo por vários anos massacrado/banalizado de todas as formas por tantos meios (cinema, livros, pessoas, etc) que quem trata do outro mundo de forma séria se aborrece. Espiritismo é coisa séria, não falo apenas da religião, mas do tema em si. Médiuns não são seres exóticos que ficam em templos cercados de serviçais orando e cheirando incenso todo dia.
Certa vez vi uma mulher na casa de um amigo, dono de um terreiro, ela perguntava aonde meu amigo estava. Sua filha explicou:
“- Ele foi no banco.”
A dita cuja se espantou:
“- Mas um homem igual ele vai ao banco?”
Como o Grande Espírito da Coruja disse certa vez pra mim:
“- Humanos...”
Médiuns em geral são pessoas discretas, que gostam de viver de maneira simples, pagam contas, trabalham em empregos comuns, ligam para os parentes para saber como estão, se preocupam com as mesmas coisas materiais como todo ser humano. Se apaixonam, se irritam (eu até demais) e sentem medo.
Lembram-se da célebre cena do avião no filme Chico Xavier? Mesmo com a certeza de que há um outro mundo, mesmo com seu guia do lado, o grande Chico como todo ser humano tinha medo. E ele não escondeu isso de ninguém, pelo contrário, confessou isso a plenos pulmões:
“- Eu estou apavorado! Valha-me Deus minha mãezinha!”
Sou extremamente cuidadoso em falar do tema. Meus colegas de trabalho e muitos amigos sequer imaginam que eu seja médium de passagem. E os poucos que sabem não saem espalhando por aí. Quando o assunto sobre religião aparece, eu sempre desconverso:
"- Ah não acredito nessas coisas não."
Não que eu tenha de esconder isso, mas não vou anunciar a plenos pulmões. Não quero gente me cercando dizendo que isso "- é coisa do Satanás", ou pedindo pra eu ver quem ela foi em outra vida, qual espírito o acompanha etc. Existe hora e local para isso. Discrição faz parte da disciplina necessária, ficar agindo dizendo um monte de besteiras não. Por causa da mediunidade, aflorada desde a adolescência, já passei por situações bem complicadas. Já conversei com gente que não estava viva, mas eu não percebi isso na hora e conversei numa boa, depois as pessoas me olhavam e perguntavam com quem eu falava. É um tipo de situação incômoda, muito desconfortável.
Esses “membros” da “Liga da Justiça Otaku” são perfeitos idiotas. Acham que se disserem a si mesmos que tem "poderes", serão melhores do que os outros, que ao ver isso e aquilo serão especiais. Na verdade são parte de um seleto grupo:
Os mentirosos, os charlatães, os pilantras.
Um médium sério e disciplinado não precisa sair anunciando, ele simplesmente vive. A avó de Valerie é médium de passagem como eu. Na primeira vez que a vi senti isso, não vi nada, não escutei nada, porém algo me dava a sensação de que ela era ligada ao espiritual. Tempos depois que nos conhecemos melhor, ela me disse (sem eu nunca ter tocado no assunto com ela):
“- Vocês são um belo par de machos!”
Não entendi na hora, mas antes de perguntar sobre o que ela estava dizendo, ela continuou:
“- Você é um rapaz lindo com essa cara de brabo como homem tem de ser, esse cabelão loiro, e esse seu caboclo que o acompanha é muito bonito também! São um belo par de machos!”
Eu nunca havia contado a ninguém naquela casa que eu era médium, muito menos que uma das entidades que trabalho é da linha dos caboclos. Eis aí uma médium autêntica. O que torna as pessoas especiais, são quem elas são de verdade, como elas agem no dia a dia, com as pessoas que os cercam. Não me sinto melhor ou pior do que os outros, sou diferente.
Mas isso é redundante, TODO ser humano é diferente, complexo, um quebra-cabeças do qual às vezes nem ele sabe como juntar as peças. Quando minha relação com Valerie começou a se tornar mais séria me senti na obrigação de contar a ela sobre minha espiritualidade. Procurei explicar que eu era médium de passagem, pois se ela me quisesse teria de me aceitar como eu sou. Como eu e Mulher Gavião sempre falamos:
"- Faz parte do pacote."
Felizmente deu tudo certo, ela disse que sempre me achou "estranho", mas aceitou. Estamos felizes, e sei que ela me ama não por eu ver coisas ou dar passagem, mas por estar com ela no dia a dia. Certa vez Valerie disse-me que por causa dos meus dons eu era especial.
Não. Especial eu me sinto ao lado dela, da minha mãe, irmãos, dos amigos. Enfim, especial eu sou ao lado das pessoas que eu amo!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Entre a loucura e a Mediunidade













